Os irmãos Valdinei, Valmir e Valdenir Formagio, tradicionais produtores de grãos de Ivatuba, foram os primeiros agricultores a iniciar a colheita da soja no Noroeste do Estado nesta safra e se decepcionaram com os resultados. Onde esperavam colher entre 120 e 130 sacas por alqueire estão conseguindo em torno de 80, cerca de 38% menos.

Eles começaram a colher no sábado em uma propriedade da família às margens da PR-551. "Este é apenas o começo da colheita e acreditamos que esta média ainda pode melhorar", afirma Valmir.

De acordo com o agricultor, na parte que está sendo colhida, foi plantada uma semente semiprecoce, que permite a colheita 120 dias após o plantio, que foi afetada pela falta de chuva em outubro e primeiros dias de novembro.

Os Formagio torcem para que a parte semeada com sementes semitardias e tardias, que serão colhidas a partir do final do mês, não tenham sido prejudicadas pelo clima.

Entra o milho

Logo atrás das colheitadeiras, as plantadeiras semeiam o milho da safra de inverno, a conhecida safrinha. "Corremos para tirar logo a safra porque assim teremos a certeza de que o safrinha será colhido antes do período em que geralmente ocorrem geadas", diz Valmir.

A partir de hoje, também o produtor José Oscar Dantes, de Ivatuba, deve colocar as colheitadeiras no campo e a expectativa é de que ainda nesta semana tenha colheita em Floresta, Doutor Camargo e São Jorge do Ivaí. Porém, o grosso da colheita é esperado para o final do mês e início de fevereiro. Em todos os casos, os produtores pretendem plantar o milho safrinha no mesmo dia em que fazem a colheita da soja.

Apesar dos reveses do início da colheita, o Departamento de Economia Rural (Deral) mantém a estimativa feita em dezembro, onde calcula que a região de Maringá colherá em torno de 907 mil toneladas, 18% superior a última safra, que foi afetada pelo excesso de chuva.

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