O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, afirmou nesta quarta-feira, após encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que sua pasta não terá muitas solicitações a fazer ao governo argentino, cujo presidente inicia hoje visita oficial ao Brasil. A principal questão, segundo Maggi, era em relação à proibição de exportação de carne bovina para o país, o que já foi retirado. Um dos temas a tratar, de acordo com o ministro, é incluir o açúcar dentro do acordo do Mercosul.

"Não conseguíamos exportar (carne) porque eles tinham feito uma observação sobre alguns tipos de doenças que não existem nem no continente americano – portanto, essa exigência caiu com uma simples nota do Brasil. A Argentina tem uma relação superavitária conosco, e o que queremos na parte agrícola é colocar o açúcar dentro do acordo do Mercosul e retirar a cachaça, produto genuinamente brasileiro, que deve ser negociado sem os outros países", disse.

O ministro citou também que haverá um remanejamento de recursos do ministério para o Moderfrota (programa de financiamento para aquisição de tratores e máquinas agrícolas), sem sair do orçamento previsto para a pasta. "Desde o ano passado o setor nos procurou com a preocupação de não haver mais dinheiro e, olhando no dia a dia das nossas contas, analisamos onde não gastamos e onde está precisando", disse.

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