Produtores rurais da região de Maringá estão se organizando para participar da mobilização no feriado de 1º de Maio na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao Recurso Extraordinário (RE) 718874, que contrapõe a decisão do próprio Tribunal, que já havia declarado pela inconstitucionalidade da cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).

Os sindicatos rurais patronais devem convocar associados para o movimento, mas a principal voz pela organização dos agricultores na região tem sido o produtor Valdir Edmar Fries, de Itambé, que há dois anos comandou a mobilização que resultou no fechamento da PR-317 durante toda a manhã para protestar contra a Lei do Emplacamento de Veículos Rurais e cobrança do IPVA.

"Queremos mostrar o que significa o pagamento do Funrural para os produtores, que já são onerados com os tributos anualmente recolhidos aos cofres da União e de outras instituições", diz o produtor. De acordo com Fries, "ao proferir o voto, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, acabou por mudar o seu voto e, sem maiores justificativas, depois de sete anos, ela agora vota pela constitucionalidade da cobrança do Funrural".

O tributo, que por lei era cobrado sobre o valor bruto da comercialização proveniente de toda a produção agropecuária, teve a cobrança suspensa em 2010, quando o STF entendeu que a base de cálculo deferia do conceito de faturamento e do de receita. O produtor diz que a manifestação em Brasil será para expor para a sociedade e para os poderes constituídos "o quanto seremos onerados com o pagamento do Funrural, se ele continuar a ser cobrado sobre a incidência do valor bruto da comercialização".

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