O Paraná é um dos Estados escolhidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Ministério da Agricultura, e a Embaixada Britânica, para compor o projeto Rural Sustentável, em que o banco repassa recursos a fundo perdido para pequenos e médios produtores rurais adotarem tecnologias de sustentabilidade ambiental em suas propriedades.

Os orientadores da assistência técnica também serão beneficiados pelo projeto. Caso aprovados, os produtores recebem até R$ 1.500 por hectare de tecnologia implantada e os agentes de assistência técnica, até R$ 6.000, por unidade assistida.Desde ontem, os produtores podem apresentar propostas para que suas propriedades possam ser enquadradas como Unidades Multiplicadoras, conforme a Chamada Pública aberta dia 28 de julho, disponível em www.ruralsustentavel.org.

A ação faz parte do leque de atividades desenvolvidas pelo Projeto Rural Sustentável, que visa melhorar as práticas de uso da terra e manejo florestal nos biomas. Serão incentivadas e apoiadas financeiramente o uso de tecnologias de baixo carbono em propriedades de 70 municípios brasileiros.

A chamada pública tem como meta identificar 3.360 unidades multiplicadoras, ou seja, propriedades rurais de pequenos e médios produtores rurais que irão adotar uma ou mais das quatro tecnologias de baixo carbono apoiadas pelo projeto. As propostas deverão ser submetidas em parceria com os agentes de assistência técnica.

As tecnologias apoiadas pelo projeto são: Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILFP), incluindo Sistemas Agroflorestais; Plantio de Florestas Comerciais; Recuperação de Áreas Degradadas com Pastagens; Recuperação de Áreas Degradadas com Florestas; Manejo Sustentável de Florestas Nativas. Além do apoio financeiro para área das tecnologias implantadas, o produtor poderá receber um benefício de R$ 1.000 por hectare de Área de Conservação Florestal, ou seja, por fragmento de floresta nativa representativo dos biomas mantido em sua propriedade.

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