Desde a semana passada, 26 recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estão percorrendo as propriedades rurais de Maringá e levantando, por meio de entrevistas, informações sobre área, produção, características do pessoal ocupado, emprego de irrigação, uso de agrotóxicos e outros assuntos relacionados à atividade produtiva.

Os mesmos pesquisadores, com o apoio de 12 supervisores, farão trabalho semelhante nos municípios de Sarandi, Marialva, Mandaguari, Paiçandu, Mandaguaçu, Doutor Camargo, Ourizona, São Jorge do Ivaí, Floresta, Ivatuba e Itambé.

O trabalho deve demorar cinco meses, mas antes poderão ser divulgados alguns dados do Censo Agropecuário 2017 que permitirão observar mudanças importantes no setor primário da região, tanto em termos fundiários e econômicos quanto em nível social. Os resultados principais serão divulgados em 2018.

No Paraná, 1.350 recenseadores vão visitar 372 mil propriedades e em todo o País a coleta de dados está sendo realizada por 19 mil recenseadores em mais de 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários.

"Aquela informação que vai até o município e bate à porta das unidades produtoras. É um grande censo, que vai varrer a agricultura familiar, o agronegócio e a atividade no Brasil como um todo", disse o presidente do IBGE, Roberto Olinto.

De acordo com ele, o Brasil apresenta uma economia muito ligada ao agronegócio, que influencia de maneira definitiva e muito profunda o desempenho de toda a economia do País.

Nas visitas às propriedades, os pesquisadores visam à captar dados detalhadores sobre receitas e despesas na produção, crédito e seguro rural, proteção de mananciais, conservação da fauna e flora, uso de agrotóxicos, técnicas de produção, além da situação social e familiar dos trabalhadores do campo.

Tecnologia

A coleta de dados para o Censo Agro 2017 será inteiramente digital, por meio dos Dispositivos Móveis de Coleta (DMCs), que rodam um aplicativo inteiramente desenvolvido pela Diretoria de Informática do IBGE e serão capazes de mostrar a imagem do setor censitário, a posição do recenseador no terreno e os endereços dos estabelecimentos a serem recenseados.

Entre as informações colhidas, o IBGE considera como de grande importância o subsídio que o censo oferece à implantação da cadastro de estabelecimentos agropecuários e do Sistema Nacional de Pesquisas Agropecuárias, que permitirá a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Estabelecimentos Agropecuários.

Identificação
Por meio de sua agência em Maringá, o IBGE alerta que todos seus recenseadores estarão devidamente identificados com crachá, onde constam dados como nome completo, matrícula, identidade e validade das informações, além de foto do agente. Além disto, também é possível confirmar a identidade do recenseador por meio do QR Code constante no crachá.

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