"Todo mundo sabe que quando se fala em qualidade de café, os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e agora Rondônia estão disparadamente na frente, o que faz com que este prêmio para nós tenha muito mais valor", disse o produtor Wagner Rosseto, de Mandaguari, ao saber que foi o vencedor do Concurso Nosso Café, na categoria "Café Natural", durante a Semana Internacional do Café 2017, o maior evento do setor no País, realizada de 25 a 27 últimos na ExpoMinas, em Belo Horizonte (MG).

Para Rosseto, que representou a família que planta café em Mandaguari há 75 anos, insistindo na cultura mesmo depois das geadas de 1975, que dizimaram a cafeicultura paranaense, "este resultado mostra que vale a pena investir na qualidade".

O produtor destacou que sair vencedor mesmo concorrendo com os cafezais beneficiados por estarem em regiões de altitude elevada e por fatores climáticos mostra o empenho dos produtores de Mandaguari, que alcançam a qualidade pelo emprego da tecnologia correta e a utilização dos melhores insumos.

Como finalista da competição, Wagner e seu pai, José Carlos Rosseto, foram a Belo Horizonte a convite da Yara, empresa norueguesa considerada uma das maiores do mundo na área de nutrição de plantas e promotora do concurso. A empresa se comprometeu a comprar o microlote premiado pelo dobro do valor de mercado e ainda premiou os vencedores com uma viagem à Colômbia para conhecer propriedades que produzem alguns dos melhores cafés do mundo.

"Um grande aprendizado que o produtor paranaense está tendo é que muito mais do que um café de altitude, vale um café de atitude", disse o gerente Global de Café da Yara no Brasil, João Moraes Neto, se referindo ao engajamento dos produtores paranaenses. "Outrora o Paraná produzia café em grande quantidade, mas ultimamente vemos o produtor engajado, cuidando bem de suas plantas, fazendo a melhor escolha do material genético, preparo bem feito de solo, acompanhamento, controle de pragas correto e uso de fertilizantes que tragam bons resultados com menor impacto no ambiente, para garantir uma lavoura saudável e produtiva. O Paraná está se reinventando na produção de cafés especiais com alto valor agregado".

Segundo Moraes, igual à família Rosseto, que cultiva cerca de 300 mil pés de café arábica, outros produtores de Mandaguari e região estão empenhados em melhorar a qualidade de seus cafés, tanto no que se refere à nutrição correta das plantas, quanto realizando a colheita com critérios para chegar a uma bebida de alto padrão. A família Lopes, proprietária da Fazenda Boa Esperança, também obteve boa classificação no "Nosso Café".

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