800 participantes são esperados no IX Encontro Técnico Avícola, que a Integra e o Sindiavipar promovem de 24 a 26 de julho no centro de eventos Vivaro em Maringá. Em paralelo à plenária, haverá uma feira de produtos do setor. Na abertura, às 18h do dia 24, haverá palestra sobre o contexto econômico nacional com o cineasta, jornalista e escritor Arnaldo Jabor

TIRAR PROVEITO A posição do Brasil como potência agrícola pode ser reforçada devido a crescentes tensões comerciais entre Estados Unidos e China, após o presidente Donald Trump anunciar planos de tarifas para aço e alumínio, de acordo com especialistas.

CLIENTE POTENCIAL O Brasil é o maior exportador global de produtos agrícolas como soja, carne bovina e de frango, açúcar e café. E a China é o maior importador de soja, comprando no ano passado 95,5 milhões de toneladas da oleaginosa, mais da metade do país sul-americano.

OPORTUNIDADE "Os sinais de tensionamento entre os EUA e a China podem ser uma grande oportunidade para o Brasil, visto nossa vocação para produzir grãos como soja e milho", disse Carlos Fávaro, vice-governador de Mato Grosso, maior estado agrícola do Brasil, em uma entrevista à agência Reuters na sexta-feira.
É MUITA GRANA O Brasil vendeu 20,3 bilhões de dólares em soja para a China no ano passado. A exportação aos chineses saltou nos últimos anos, de 22,9 milhões de toneladas cinco anos atrás para 53,8 milhões de toneladas em 2017.

EXPANDIR Fávaro, também agricultor, acrescentou que o Brasil pode expandir os laços comerciais com a China, observando que os mesmos têm crescido constantemente nos últimos anos. a China tem investido, também, no setor agroindustrial brasileiro e em projetos de infraestrutura.

TROCA "A China precisa de nossas matérias-primas e nós precisamos de fortes laços comerciais com eles, mantendo a nossa soberania", disse Fávaro.

SAFRA BOA A maior parte dos produtores de soja vem colhendo menos do que no ano passado, mas a safra, já em sua reta final na região, está sendo generosa. Não se pode reclamar.
VARIA Depois de enfrentarem extremos como falta e excesso de chuvas, baixas e altas temperaturas, houve uma redução de produtividade que varia de região para região.

OLHA SÓ Mas em alguns municípios, mesmo onde foram registradas perdas, há surpresas. Em Floresta, pertinho de Maringá, um produtor que pediu para não ser identificado passou a semana passada fazendo a melhor colheita de sua vida.

QUANTO Ele foi visitado na quinta-feira pela coluna, que constatou: sua média em um dos talhões era de 100 sacas de soja por hectare, quase 250 por alqueire. Pouca gente, mesmo os que utilizam as melhores tecnologias, consegue isso.

GANHOU Quem investiu para colher a maior produtividade possível, não se arrepende, especialmente porque o preço da soja continua subindo em plena colheita, impulsionado pela forte quebra da produção da Argentina.

PÉ NO CHÃO Agora, todos se perguntam: onde é que esse preço pode chegar? Para especialistas, não há como prever nada, embora o mercado esteja firme. A recomendação deles é que os produtores contenham a empolgação e aproveitem o atual momento para comercializar uma parte de sua safra e fazer uma
boa média.

EXPOSIÇÕES Começou a temporada de feiras agropecuárias. Até domingo, destaque para a exposição de Paranavaí, com programação para produtores, pecuaristas e o público em geral. Em seguida, inicia a feira de Umuarama.

ILP Dois dos mais importantes polos pecuários do Paraná, as regiões de Paranavaí e Umuarama estão incorporando o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP) para a reforma de pastagens degradadas.

IRRIGANDO, DÁ Nos solos arenosos de Cruzeiro do Oeste, os irmãos Luiz Fernando e Luiz Francisco Paro de Oliveira redirecionaram o equipamento de irrigação com pivô central para a produção de soja. O objetivo inicial deles era garantir umidade nos pastos, mas como os preços do boi não estavam compensando, decidiram apostar na lavoura.

AGORA, MILHO Eles colheram a safra no início de fevereiro, com a média de 57,8 sacas/hectare (140 por alqueire). E, no lugar, semearam milho, uma cultura de alto risco no arenito, mas que deve ir bem com irrigação.

PERIGO Aliás, o atraso na colheita de soja em muitas regiões, no Paraná, acabou diminuindo a janela de semeadura do milho de inverno. Quanto mais tarde o milho for semeado, maiores os riscos de o frio causar estragos à cultura.

VOLUMES Segundo expectativas da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná deve produzir 2,9 milhões de toneladas de milho na primeira safra e 12,2 milhões de toneladas na safrinha, totalizando
15,1 milhões.


Participe e comente