125 sacas por alqueire (51,6 por hectare) é quanto deve ser a média de produtividade de soja na região noroeste paranaense, na safra 2017/18, que está praticamente finalizada, segundo números do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab.

AVANÇAR O aumento dos preços internacionais das commodities e a demanda da China devem fazer de 2018 um ano positivo para o agronegócio do Paraná. O setor, um dos poucos que cresceu na crise econômica, se prepara para avançar ainda mais, mesmo com uma estimativa menor para a produção grãos.

CRESCER "A safra paranaense de grãos será menor, por questões climáticas, como a La Niña, mas dentro dos patamares históricos. Vamos continuar a crescer na produção de frango, suínos e peixes, e devemos manter a posição de maior produtor de proteína animal do País", diz o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

CANA Unidades produtoras de açúcar, etanol e energia elétrica, do Paraná, já
voltaram do período de entressafra e operam à plena carga. Mas, pelo calendário, o ano-safra 2017/18 ainda está terminando, pois vai de março a março.

VOLUME De acordo
com a Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), no período 2017/18 as usinas paranaenses processaram 36,7 milhões de toneladas, 7% a menos que as 39,6 milhões previstas.

EXPECTATIVA Com o RenovaBio, que cria a Política Nacional de biocombustíveis, conforme decreto assinado pelo presidente Michel Temer há poucos dias, o setor espera dar início a uma nova fase, superando um longo período de crise.

INSTRUMENTO As metas nacionais de redução de emissões para combustíveis são o principal instrumento da Política Nacional de Biocombustíveis.

NA MATRIZ ENERGÉTICA Um dos objetivos é que, no âmbito interno, o RenovaBio promova a adequada expansão da produção e do uso de biocombustíveis na matriz energética, com ênfase na eficiência e na regularidade do abastecimento de combustíveis.

ANIVERSÁRIO A Cocamar completa 55 anos nesta terça-feira, de olho no futuro. Depois de faturar R$ 3,9 bilhões em 2017 (9,5% a mais que em 2016), a cooperativa planeja chegar a R$ 4,4 bilhões neste ano e a R$ 6 bilhões em 2020.

ALAVANCA Os maiores volumes de recebimento de grãos, a cada ano, estão entre os itens que impulsionam a Cocamar, que tem sua origem na cafeicultura.

COMPRADOR A intensa produção de soja e milho, na região de Maringá, favorece o setor avícola, grande demandador dessas commodities.

AVES A propósito, o segmento promove de 24 a 26 de julho, em Maringá, o IX Encontro Técnico Avícola, de periodicidade bienal. O objetivo é reunir 800 convidados no centro de eventos Vivaro.
MILHO O mercado do
cereal dá continuidade ao movimento positivo iniciado nas últimas semanas. As atenções dos participantes do mercado estão voltadas ao planejamento da nova safra americana e perspectiva de uma menor área cultivada com o cereal nos Estados Unidos, além da redução também no Brasil.

SOJA Em relação à oleaginosa, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduziu ainda mais a sua previsão de produção argentina no ciclo 2017/18. Os novos números agora são de 39,5 milhões de toneladas, uma quebra de 31% em relação à quantidade estimada oficialmente.

AGRAVAMENTO "A expansão da seca para o norte do país, as baixas temperaturas e a diminuição do peso dos grãos no centro e sul da Argentina agravam a situação da soja e do milho", afirmou relatório semanal da bolsa.

PERDAS Ainda conforme a bolsa, a seca em grande parte do centro e sul do país provocou perdas consideráveis na produção. "Agora o nordeste do país, que transita há vários dias em etapas críticas de definição de rendimento sob condições hídricas adversas, começa a reportar queda
nos rendimentos potenciais", disse.
CORDEIROS Guto Quirós, CEO da Quirós Gourmet, empresa que tem como missão o consumo consciente e focada na produção sustentável de cordeiros de corte, relaciona alguns desafios para o avanço do consumo desse produto, no mercado.

PRECISA FORTALECER Segundo Quirós, a demanda por essa carne cresce 20% ao ano, mas, para que o País tenha uma cadeia forte, é preciso incentivar os envolvidos a investirem tempo e recursos para o avanço do segmento.

CONHECEM POUCO Para ele, os consumidores ou apreciadores eventuais de cordeiro conhecem apenas alguns cortes. Em geral, sequer sabem da existência de outras partes, além do carré, da paleta e do pernil. Ou nem sabem diferenciar o cordeiro do cabrito, uma outra espécie animal.

PREMIUM "Um dos argumentos do baixo consumo, de 700 gramas por habitante ao ano, é o de que ela é mais cara que as demais carnes. Porém, com o crescimento da carne premium, hoje é possível encontrar cortes mais acessíveis do que a carne bovina", observa Quirós.


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