118,9 milhões de toneladas, é a nova e surpreendente previsão da consultoria Agroconsult, para a safra brasileira de soja 2017/18, que está praticamente encerrada. O levantamento foi divulgado na semana passada, pegando o mercado de surpresa, pois a expectativa era de uma produção igual ou um pouco menor em comparação ao do ano passado, de 114,6 milhões de toneladas. A Agroconsult é realizadora do Rally da Safra, expedição que analisa in loco a situação das lavouras nos principais polos agrícolas do Brasil. Se for confirmada sua previsão, será um novo recorde.

LIVRE DE AFTOSA O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está realizando a Semana Brasil Livre da Febre Aftosa para marcar a nova condição sanitária do país em relação ao controle da enfermidade.

VAI RECONHECER As ações para eliminar a aftosa do rebanho brasileiro já têm data para o seu reconhecimento oficial: a 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, em Paris, de 20 a 25 de maio.

NOVO STATUS O encontro reunirá delegados dos 181 países membros, ocasião em que o Brasil receberá o certificado internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação, abrangendo os estados do Amapá, Roraima, partes do Amazonas e Pará.

BRASIL INTEIRO Com isso, o processo de implantação de zonas livres de febre aftosa alcança toda a extensão territorial brasileira.

AVANÇAR MAIS Será a última etapa de erradicação da doença, com ampliação da zona livre de febre aftosa sem vacinação. Para isso, segundo o governo federal, será fundamental fortalecer os serviços veterinários, a vigilância e a prevenção da doença, e as parcerias público-privadas.

CRONOGRAMA A partir de maio de 2019, Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e do Mato Grosso, iniciam a suspensão da vacinação. A previsão é que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021 e o país inteiro seja reconhecido pela OIE como livre de aftosa sem vacinação até maio de 2023.

LONDRINA Na quinta-feira começa a ExpoLondrina com dois eventos, em sua agenda, voltados a debater temas de relevância do setor. O primeiro, na tarde de segunda-feira, é o Fórum do Agronegócio – O protagonismo do agro brasileiro no mundo, com a participação de lideranças nacionais, entre os quais o presidente da Embrapa, Maurício Lopes e o ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli.

SOLO O segundo será promovido pela Embrapa Soja no dia 11 de abril, a partir das 13h30, no Pavilhão da SmartAgro: o painel Construção do Perfil do Solo, destacando esse pré-requisito para a obtenção de altas produtividades no campo, garantir estabilidade de produção e reduzir os custos.

MENOS RISCOS Segundo o pesquisador da Embrapa Soja Henrique Debiase, um dos coordenadores do painel, ao se combinar o manejo físico, químico e biológico do solo, o produtor consegue mitigar os riscos climáticos e proporcionar condições para que as plantas alcancem seu potencial produtivo.

HACKATHON Ainda sobre exposições, a Expoingá 2018, de 3 a 14 de maio, irá promover o primeiro Hackathon Inova Agro, uma maratona onde o desafio dos participantes é desenvolver soluções inovadoras e digitais acessíveis para o agronegócio.

QUEM PARTICIPA Podem se inscrever equipes de três a cinco pessoas, formadas por hackers, programadores, desenvolvedores e inventores, de qualquer profissão ou habilidade, que possuam afinidade com as tecnologias de informação. Os participantes devem ter acima de 18 anos.
CORRIDO A maratona começa no dia 4 de maio às 19 horas, dentro da Expoingá, e se encerra no dia 5, às 17 horas. Os participantes vão receber um tema na abertura dos trabalhos e, em 22 horas, devem criar uma solução inovadora e digital de acordo com a proposta.

GRANA Ao final, uma comissão avaliará e destacará os três melhores projetos, que serão premiados com valores de R$ 4 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil, para o primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente.

TRIGO Os produtores precisam estar atentos à época ideal de semeadura para minimizar os riscos de perda de produtividade. O alerta é do pesquisador Sergio Ricardo Silva, da Embrapa Trigo.

ZARC Segundo ele, para reduzir os riscos de geada no florescimento, evitar períodos de seca após a semeadura e durante as fases iniciais de enchimento de grãos e para fugir das prejudiciais chuvas durante a colheita, os produtores contam com a recomendação de época de semeadura definida pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), disponibilizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

ATÉ 10 DE MAIO - No entanto, de acordo com Silva, o ZARC não considera a probabilidade de ocorrência de doenças de espiga do trigo (giberela e brusone). Para a safra de 2017, por exemplo, o ZARC indicou para a região de Londrina – principal produtora do Paraná - o período de semeadura do trigo de 21 de março até 10 de maio.

CUIDADO "Porém, agricultores e pesquisadores têm verificado em safras recentes (2009, 2011, 2015 e 2017) que a semeadura do trigo realizada antes de 20 de abril intensifica a ocorrência da doença brusone no norte do Paraná", destaca. "Assim, o período adequado de semeadura deve ser escolhido considerando também a probabilidade de ocorrência da doença, especialmente no Mato Grosso do Sul, norte do Paraná e Cerrado brasileiro", explica Silva.

ANO PASSADO Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra de 2017 o Brasil produziu aproximadamente 4,3 milhões de toneladas de trigo em 1,9 milhões de hectares, sendo que 2,2 milhões de toneladas foram produzidas em 961 mil hectares no Paraná.

VEM DIMINUINDO "Desde 2014 a produção de trigo no Brasil tem reduzido gradativamente, devido a questões de mercado, à baixa rentabilidade da cultura e à ocorrência de brusone e giberela em regiões endêmicas destas doenças", diz.


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