R$ 450 milhões é a expectativa de negócios na ExpoLondrina, que segue até domingo no Parque Ney Braga. A informação é da Sociedade Rural do Paraná (SRP), organizadora do evento.

NO GOVERNO As lideranças do agronegócio paranaense dizem se sentir bem representadas e confiantes com Cida Borghetti à frente do governo do Estado, conforme declarações feitas pelo presidente do Sistema Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, e o presidente do Sistema Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken.

AVANÇOS Para o agro estadual, o governo comandado por Beto Richa desde 2012, representou uma série de avanços e conquistas que consolidaram o Paraná como o segundo maior produtor nacional de alimentos. Na última sexta-feira, Richa deixou a função para disputar uma vaga no Senado.

IMPORTANTE Sensível ao diálogo, Cida é a primeira mulher a assumir o governo de forma efetiva. Ainda quando era vice-governadora, afirmou em visita à Ocepar, no início do mês, que o governo "reconhece o setor como importante para a economia do Paraná".

VENDENDO A comercialização de soja da safra 2017/18 do Brasil atingiu mais da metade (52%) até a sexta-feira passada, de acordo com monitoramento da consultoria Safras & Mercado.

IMPULSIONOU Depois de uma paradeira geral nas vendas, que vinha desde o ano passado, os negócios fluíram em razão das altas nas cotações internacionais por causa da quebra de safra na Argentina.

SECA O país vizinho, terceiro maior fornecedor global da oleaginosa, vem reduzindo semana após semana sua perspectiva de produção por causa de uma severa seca.

DIMINUIU MAIS Na quinta-feira, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires cortou sua previsão para a temporada 2017/18 na Argentina para 38 milhões de toneladas, bem aquém das mais de 50 milhões de toneladas esperadas inicialmente.

AUMENTANDO No Brasil, crescem as expectativas em torno de uma safra recorde de soja, acima das 114 milhões de toneladas colhidas no período 2016/17. A Safras & Mercado, por exemplo, projeta uma produção de 117,273 milhões de toneladas para o
atual ciclo.

SE MELHORAR, ESTRAGA Se o cenário já está bom para os produtores brasileiros, pode ficar ainda melhor. O conflito comercial entre os Estados Unidos e a China, além da quebra da safra na Argentina, impulsionam o agronegócio brasileiro em 2018.

EFEITO TRUMP O diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Cornacchioni, explicou que o país asiático elevou suas importações de soja após a postura protecionista do presidente norte-americano, Donald Trump.

O QUE FAZER? Com a disparada dos prêmios pagos pela soja nos portos brasileiros, surge a dúvida se o momento é de esperar por valores ainda maiores ou fechar vendas imediatamente. Na visão da T&F Consultoria Agroeconômica, "o mercado pode reverter, e portanto é hora de aproveitar os bons prêmios".

APROVEITAR Segundo o analista Luiz Fernando Pacheco, mesmo nesse período de valorização o prêmio também oscilou. "Recomendamos que seja aproveitado, porque é
pouco provável que aumentem muito mais do que isto e, mesmo que subam, qual é o problema? Ninguém tem a obrigação de conseguir o ápice do preço do ano, mas sim, de ter lucro – e lucro já há. Há que se agir dia a dia".

É POSSÍVEL Neste meio tempo, afirma o analista, é possível que se venda mais soja à China, reduzindo a sua necessidade e as importações brasileiras. "Com isto, as cotações em Chicago devem subir e os prêmios da soja brasileira, caírem", diz ele.

FRETE CARO Com o incremento da demanda, não acompanhado pela expansão da oferta de caminhões, os fretes rodoviários no mês de março subiram ao maior patamar em dois anos. Em algumas regiões do Paraná, por exemplo, o aumento em relação ao mesmo mês do ano passado superou 40%.

CONGESTIONOU "O principal fator para essa alta foi a convergência entre os picos de colheita do Centro-Oeste e do Sul, depois de um atraso geral. Normalmente, os trabalhos no campo e a necessidade de caminhões [para o escoamento] são escalonados", diz Samuel Silva Neto, economista do grupo de pesquisa e extensão em logística da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (EsalqLog/USP).

AÇÚCAR Todo esse atraso também ampliou a disputa de soja e açúcar por caminhões, já que março normalmente as usinas limpam seus estoques para começar a safra nova, em abril. "Nas rotas que ligam os polos sucroalcooleiros do interior de São Paulo ao porto de Santos, houve um aumento de preços do frete para o açúcar de cerca de 30%, já que os caminhões estavam levando grãos", afirma
Silva Neto.

FALTA PROFISSIONAL Também colaborou para esse quadro o fato de a oferta das transportadoras ter diminuído depois da crise econômica. "Dois anos de problemas graves fizeram muitas transportadoras fecharem e caminhoneiros deixarem a profissão. Agora a retomada da economia começou, mas ainda há menos motoristas disponíveis", afirma Lauro Valdívia, técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NT&C).

DIESEL No agronegócio, o principal custo para o transportador, responsável por 35% do total, é o diesel, que aumentou 23% desde julho do ano passado, quando a Petrobras mudou sua política de reajuste de combustíveis.
"Quer dizer, esse aumento de março ajuda, mas não compensa todos nossos gastos", diz Valdívia.


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