O agronegócio brasileiro vai trazer para o País cerca de 1,1 trilhão de dólares nos próximos 10 anos, o que significará R$ 3,3 trilhões em valores de hoje. Mas, a previsão poderá ser ainda melhor se contar o provável crescimento em papel celulose, outros produtos florestais, café, frutas, flores, açúcar, etanol, arroz e outras commodities, que podem agregar mais US$ 100 bilhões acumulados nos próximos 10 anos.

A projeção é resultado de um estudo feito pelo engenheiro agrônomo Marcos Fava Neves e apresentada durante palestra segunda-feira no Restaurante Central da Expoingá, dentro do Projeto CBN Agro, da Rádio CBN Maringá e Sociedade Rural.

Com 55 livros publicados e mais de 100 projetos públicos e privados em cinco países para organizações multinacionais, Fava Neves citou vários fatores que o levam a considerar a atração de mais de 1 trilhão de dólares pelo agronegócio brasileiro. Entre eles, um decreto do ex-presidente americano George W. Bush, há 10 anos, que define um porcentual de 10% de etanol a ser incorporado no combustível utilizado pelos carros nos Estados Unidos. “Agora, o presidente Trump aumenta este porcentual em mais 5%”. Isto, segundo ele, fará com que quase toda a produção de milho dos Estados Unidos seja destinada à produção de etanol, o país ainda poderá comprar milho brasileiro e o mercado mundial do grão fica mais aberto para o milho brasileiro.

O palestrante se baseou no relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elaborado para alguns produtos do agronegócio mundial e projeta a agricultura para os próximos 10 anos.

“No milho, em 2027/28 o mercado crescerá 25,2 milhões de toneladas - de 163,6 para 188,8 milhões -, resultando em 3,9 bilhões de dólares a mais. O Brasil terá exportações aumentando 8,8 milhões de toneladas, ou 1,36 bilhão de dólares a mais que o exportado em 2017”, disse Fava Neves.

No que se refere à soja em grão, Neves prevê que em 10 anos as importações mundiais crescerão 56,4 milhões de toneladas, subindo de 147 milhões para 204 milhões, o que significará um acréscimo de 22,5 bilhões de dólares. “O Brasil terá exportações aumentando 33,3 milhões de toneladas, ou 13,3 bilhões de dólares a mais do que o exportado na última safra”.

 


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