No dia 29 de junho de 1974, a primeira edição de O Diário do Norte do Paraná foi distribuída em Maringá. Na manchete: o primeiro jogo a ser disputado entre o Brasil e a Argentina na Copa do Mundo. No total, a edição contava com 70 páginas e 62 anunciantes. A primeira impressão de uma página, como teste, havia sido feita seis dias antes.

O surgimento de O Diário representou um sopro de modernidade na imprensa maringaense. Ao longo dessas mais de quatro décadas, a determinação dos empreendedores fez dele um dos principais veículos de comunicação do Estado.

Linha do Tempo

Maringá tinha apenas dois anos quando surgiu o semanário a "Voz do Norte", em 1949. O semanário teve curta duração.

Em 1953, o paulista Samuel Silveira - que chegou a Maringá em 1949 -, fundou a Rádio Cultura e inaugurou "O Jornal", primeiro matutino da cidade. Na ocasião, ele trouxe Ivens Lagoano Pacheco para dirigi-lo.

Quase dez anos depois, o bispo católico dom Jaime Luiz Coelho lançou a "Folha do Norte do Paraná". Joaquim Dutra, paulista que chegou a Maringá em 1950 como contador - mas se tornou radialista e empresário -, arrendou a Folha em 1964, em sociedade com Antônio Augusto de Assis, como diretor comercial.

Em 1973, Dutra se desligou da Folha, uniu-se a Silveira e outros sócios e investiu em um matutino próprio. Ele estava convencido do espaço que havia em Maringá para um novo jornal, a ser produzido em condições mais competitivas e modernas.

E em 1974, nascia O Diário do Norte do Paraná, cuja sede ficava na Avenida Tuiuti, nº 138. Era o único jornal do mundo que ostentava uma chaminé, segundo depoimento se um dos primeiros repórteres do jornal, Wilson Serra. Isso porque O Diário foi instalado em um antigo barracão de alvenaria onde, anteriormente, funcionava uma fábrica de sabão.

Tudo começou com a compra da primeira máquina offset do Norte do Paraná. Na época, o jornal contava com sucursais nas cidades de Arapongas, Cianorte e Umuarama. O primeiro editor-chefe do Diário foi Rubens Ávila.

Em 18 de junho de 1975, a geada negra destruiu as lavouras de café do Paraná e provocou grandes problemas na economia. Como consequência, os anunciantes do jornal, que sequer tinha um ano, se retraíram. Joaquim Dutra e os outros sócios desistiram do negócio e venderam a empresa para Enésio Gomes Tristão, Altamir Vinheski e Edilson Coelho Castilho - que fundaram a Editora Central, que sucedeu a antiga Editora Setentrional. A moderna rotativa foi vendida e substituída por outra, alugada.

Em 1976, Tristão deixou a sociedade e vendeu 25% da participação - ele tinha 33,3% - para o colunista social Frank Vieira da Silva, e os restantes 8,33% para Vinheski. Frank pagou com um terreno no Jardim Glória e um anel de brilhantes, que havia presenteado a esposa.

Frank Silva e a esposa Rosey Rachel compram as cotas restantes e se tornam donos do jornal em 1977. No dia 29 de junho de 1985, O Diário inaugurou a nova sede, na Avenida Mauá, onde está até hoje. Em 1994, a sede contava com 4,9 mil metros quadrados e uma rotativa capaz de imprimir oito páginas por vez. A primeira edição de O Diário em cores foi impressa no ano seguinte.

O portal de notícias odiario.com foi lançado em 2010, com a contratação de uma equipe de jornalismo para a atualização de notícias durante todo o dia. Em 2011, O Diário do Norte do Paraná investiu R$ 9 milhões na compra de uma impressora rotativa norte-americana e na reforma e ampliação do parque gráfico. O equipamento, fabricado pela Tensor Group, é totalmente automatizado e está instalado em um parque gráfico de 2 mil metros quadrados.

Atualmente, o grupo passa por um momento de reinvenção, visando o equilíbrio entre a manutenção da alta qualidade de sua edição impressa e investindo também em seu portal online de notícias, acompanhando a evolução e a agilidade da comunicação nos dias atuais.©


São 44 anos de história, dedicação e empenho de toda a equipe. — JANINE GARBUGGIO


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