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Uma hora sem internet

“Reserve uma hora por dia para desligar essa coisa. Tire os olhos da tela e olhe para a pessoa que você ama. Tenha uma conversa, uma conversa real.”

A frase é do presidente do Google, Eric Schmidt, em palestra proferida a estudantes de uma universidade americana.

Ele se refere a computadores, smartphones… Qualquer porcaria que acessa a internet.

Foi o presidente do Google quem disse.

Em muito boa hora, por sinal.

Cada vez mais pessoas acreditam que a vida pode ser só virtual.

Para mim, são seres que não passam de vermes, de bigatos.

Gambazada faceira

A gambazada está toda faceira.

Com o São Paulo em crise e disputando a Copa do Brasil, a situação se inverteu: hoje, é o Corinthians que está na Libertadores, tentando vaga para a semi contra o Vasco (Vaaaaaasco!).

Admito:

Esta inversão total e absoluta de valores futebolísticos é bem estranha.

São Paulo na Copa do Brasil, Corinthians na Liberta…

Afinal, o Tricolor é o recordista brasileiro de participações (e por enquanto, de títulos, porque o deste ano é do Santos) no torneio continental.

Mas como futebol é momento, deixemos a corintianada zoar e comemorar.

Mas lembrem-se, seus fedidos:

Futebol é momento.

 

Paulo Soni, mais uma vez…

O vereador Paulo Soni está se especializando em arranjar confusão com jornalistas.

Já ameaçou um repórter de O Diário há alguns meses, por não ter gostado do teor de reportagem.

Na sessão desta terça, dia 22/5, ele novamente elevou o tom das críticas – desta vez, dirigidas a outro colega.

Novamente, por não gostar do conteúdo de matérias publicadas em O Diário.

Soni é o mesmo que desligou o telefone na minha cara quando tentei falar com ele sobre cursos de reciclagem para motoristas com a CNH vencida.

Na ligação, me chamou de moleque e me perguntou se eu não tinha mais o que fazer.

Se ele me desse tempo para responder, eu teria dito isso:

“Tenho sim, vereador. Tenho muitas coisas para fazer.

O que faço, por sinal, me ocupa das 7h00 às 22 horas, com 20 minutos para almoço, todos os dias, além de plantões todos os fins de semana.

E nem assim consigo  ganhar sequer a metade do que os senhores vereadores pretendem receber a partir de 2013.

Tenho muito o que fazer.

Mas é muito mais divertido pentelhar vereadores.”

  • por: Alan Maschio
  • Postado em: 22 de maio de 2012 às 19:39
  • Categorias: Jornalismo, Opinião
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Carta aberta ao Silvio

Silvio não é o Barros e nem o Santos.

É o único leitor deste blog que sentiu falta das minhas postagens.

Descobri isso ao ler o último comentário aprovado aqui, no post anterior, se não me engano.

Desculpe, Silvio, pela demora em escrever.

Às vezes perco a vontade de falar.

Às vezes perco a vontade de escrever.

Perdi a conta de quantas vezes abri janela para um novo post, mas desisti.

Não quero dar opiniões vazias, infundadas.

Não quero ser fútil – apesar de adorar a futilidade, como bem ensina Mark Twain.

Não quero ser um velho chato – apesar de acreditar que tudo do meu tempo era melhor  (como de fato era).

Cansei de reclamar da roupa fora do cesto, ao lado da roupa, fora do cesto, ao lado da roupa, fora do cesto…

Odeio ouvir as pessoas dizendo que querem música com poesia, quando na verdade uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Comportamentos de matilha que tiram do sério.

Bullying coletivo não é covardia: é infantilidade.

Cansei de assistir à maturidade forçada, à gana falsa, à raiva que disfarça a incompetência.

Raiva de verdade é por si só. Só raiva. Intransitiva.

Se basta.

Clint Eastwood escreveu por estes dias que cansou de ver gente mariquinha.

Agradeço, Dirty Harry.

Você me fez voltar a escrever.

Até mais, Silvio.

 

  • por: Alan Maschio
  • Postado em: às 16:08
  • Categorias: Opinião
  • tags:

“Curti” às 6 da manhã. Pode?

Claro que pode.

Em pleno século XXI, quando as pessoas deveriam estar trabalhando (ou dormindo) a esta hora, elas estão no Facebook, no Instagram, curtindo fotos de duplinhas sertanejas ou replicando comentários esdrúxulos.

Explico:

Acordei para trabalhar nesta segunda-feira (detalhe: feriado em Maringá) e me surpreendo com o celular da minha mulher piscando por ter recebido uma mensagem.

“Quem é o lazarento que manda mensagem a uma hora dessas?”

Fui conferir.

Era um desocupado que resolveu “curtir” uma foto postada na noite anterior.

Ele curtiu a foto exatamente às 6 horas.

O que é que um infeliz (não) faz para estar na internet, em uma rede social, às 6 da matina de uma segunda-feira???

Sexo, com certeza ele não faz.

 

Neymar já encheu o saco

Acabo de ver no UOL:

“Neymar tem helicóptero para cumprir maratona de eventos”

Na boa… Será que isso dá leitura?

Você não está de saco cheio de ver notícias não-futebol sobre o Neymar?

Algo como:

“Veja quem está tentando pegar o Neymar”

“Neymar compra iate de R$ 15 milhões”

“Neymar grava clipe com sei-lá-quem”

“Neymar vira poeta no Twiter (grande bosta: no Twitter, até o Carpinejar é poeta)”

E o futebol? Cadê?

Admito: o moleque joga demais.

Mas a pagação de pau para ele já deu no saco.

Notícia sobre ele, para mim, seria isso:

“Neymar para de fingir que apanha e ultrapassa Messi na eleição de melhor do mundo”

Aí sim.

Pimenta no do cachorro arde mais

Por esses dias, o apresentador do Globo Esporte São Paulo, Thiago Leifert, disse que as redes sociais – em especial o Twitter – se transformaram em campos de linchamento.

Ele tem razão.

Como já disse aqui várias vezes, a impunidade oferecida pela internet parece dar coragem aos covardes que gostam de reagir com violência contra qualquer opinião que não seja igual a deles.

Acabamos de ver mais um exemplo disso.

A reação violenta foi provocada por esta foto:

Domingos Peixoto/Agência O Globo

 

Nas redes sociais, claro, a população se revoltou contra o policial que usou um spray de pimenta contra uma cadela que, segundo ele, estaria tentando atacá-lo.

Foi a melhor das atitudes? Com certeza não foi.

Mas vamos parar com a hipocrisia, por favor.

É possível fazer qualquer julgamento com base na imagem?

É possível afirmar que a cadela não iria atacar o PM? É possível dizer que iria?

Mas a impossibilidade de uma interpretação correta da foto não impede a reação virulenta na net.

 

Um monte de gente correu para chamar o cara de troglodita, de animal, ou sei lá o que mais.

E antes que algum analfabeto funcional use os comentários deste blog para me detonar, quero deixar bem claro o seguinte:

NÃO ESTOU DEFENDENDO O USO DE PIMENTA CONTRA O CACHORRO.

Só acho que, CASO FOSSE POSSÍVEL COMPROVAR QUE O ANIMAL REALMENTE ESTAVA TENTANDO MORDER O PM, NÃO HAVIA OUTRA COISA A FAZER SENÃO USAR O SPRAY – que, detalhe, não afetou a saúde do bicho.

Digo “caso fosse” porque, repito, é impossível dizer, olhando só para a foto, se o animal está ou não atacando o PM. E se não é possível dizer isso, então também não é possível dizer se ele agiu corretamente ou não.

Reação virulenta em 3, 2, 1…

 

 

Dia ruim

Recebi uma mensagem.

Tudo indica que o dia não vai ser bom.

  • por: Alan Maschio
  • Postado em: 4 de maio de 2012 às 15:14
  • Categorias: Sem categoria
  • tags:

O mundo não precisa ser chato

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Cincinati (EUA) descobriram que dietas ricas em gordura ministradas por um curto intervalo podem proteger o coração de traumas pós-infartos.

Um exemplo bem prático que os pesquisadores deram para ilustrar o resultado dos experimentos é o seguinte:

Comer um cheeseburger duplo pode não ser tão, tão ruim assim para  o coração.

O café da manhã dos fortes

Tá vendo?

Ainda há esperança.

  • por: Alan Maschio
  • Postado em: 3 de maio de 2012 às 21:18
  • Categorias: Sem categoria
  • tags:

O Paraná não tem identidade

Certa vez, quase fui linchado por colegas de trabalho quando disse que o Estado do Paraná não tem identidade.

“Volta pra São Paulo”, foi o que eu ouvi de mais leve.

Como se estivesse dizendo alguma mentira.

Pois o Estado do Paraná não tem identidade.

O Paraná tem nada mais, nada menos do que 1,5 mil (!!!) centros de tradição gaúcha.

É a espetacular média de quase quatro CTGs para cada cidade paranaense.

Sabe quantos centros de tradição paranaense existem no Brasil?

Eu não sei.

O Rio Grande do Sul é um Estado com identidade.

O Paraná, não.

Lembro-me de quando me mudei para Londrina, em 1998.

Fiquei surpreso com a rixa da cidade com Maringá.

Nunca tinha visto isso.

Os moradores dos dois municípios incentivam a briga.

Os vereadores incentivam a briga – vide “polêmica sobre a Feira Oficial do Estado”.

A desunião é generalizada, institucionalizada.

Como diz sempre um grande amigo meu, moramos em um Estado dividido em três:

O Paranapanema – no norte e noroeste, mas com duas capitais que brigam pela emancipação;

O Paranapamonha – no sul, com Curitiba como capital (cidade do povo que odeia falar em desunião no Estado, mas maltrata os interioranos);

E o Paga-pau-de-gaúchos – no oeste, onde, apesar de estarem separados por um outro Estado, os paranaenses gostam de fingir que estão nos pampas.

Mas vamos continuar fingindo que somos um Estado unido.

Assim somos mais felizes.

 

 

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