Este é o tema do Encontro Pedagógico que será ministrado amanhã pela professora mestre, Mariana Ferreira Lopes, aos profissionais da educação que participam do Programa Educacional O Diário na Escola. Pensando nisso preparamos uma entrevista exclusiva com a palestrante. Confira!
1) A área da educação para a comunicação, apesar de existir há muito tempo, ainda não é conhecida por boa parte dos educadores. Explique qual é o conceito da mídia educação.
Não existe um conceito universal sobre as ações e reflexões que envolvem a área de educação para a comunicação. De uma maneira geral, pode-se dizer que a mídia educação possui como objetivo contribuir para a formação de um receptor crítico, ativo e criativo diante de um universo midiatizado, por meio de iniciativas de alfabetização crítica nas diferentes linguagens midiáticas disponíveis e em diferentes âmbitos educacionais. Trata-se de uma práxis, ou seja, uma ação e reflexão sobre a realidade, que busca a garantia dos direitos da criança e do adolescente em relação às mídias e acima de tudo busca formar cidadãos para uma sociedade cada vez mais midiatizada. São trabalhos que procuram problematizar a relação dos sujeitos com os meios de comunicação, a fim de ressignificar os conteúdos midiáticos e de produzir também uma resposta social a esses meios de comunicação utilizando das mesmas tecnologias. Gosto muito de uma citação da professora Cicília Peruzzo que diz que a melhor forma de compreender a mídia é fazer a mídia. É este o foco da mídia educação que busco seguir em minhas práticas, fazer com que os participantes compreendam o processo de construção da realidade realizada pelos meios de comunicação e também que eles passem a olhar para sua própria realidade no intuito de transformá-la.
2) Que projetos você já desenvolveu utilizando a mídia educação?
Conheci melhor o universo da mídia educação quando cursei a Especialização em Comunicação Popular e Comunitária da Universidade Estadual de Londrina, em 2008. Lá tive contato com os trabalhos desenvolvidos com a professora Luzia Yamashita Deliberador, que possuem um enfoque muito diferenciado. Não se trata apenas de realizar uma alfabetização crítica dos sujeitos em uma determinada linguagem midiática, mas sim utilizar os meios de comunicação como forma de expressão para incitar o sentimento de pertença dos participantes com a sua realidade. É o que chamamos de mídia educação na perspectiva da comunicação comunitária. Durante a especialização realizei junto com uma colega um trabalho de mídia educação na linguagem do rádio com alunos das 3ª e 4ª séries de uma escola municipal em Cambé – PR, sob orientação da professora Luzia Deliberador. Desde então nos tornamos parceiras de pesquisa e realizei mais dois trabalhos com os alunos da mesma escola, mas desta vez sobre histórias em quadrinhos, um deles foi a pesquisa que desenvolvi no meu mestrado. Também já fiz e orientei projetos de mídia educação com fotografias, um deles está sendo desenvolvido no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Sarandi. Além dos projetos em si, já dei em conjunto com a professora Luzia Deliberador, oficina para professores sobre o uso do jornal e do na escola e sobre mídia educação na perspectiva da comunicação comunitária.
3) Qual é a receptividade dos educadores com relação a esse conceito de mídia educação e como eles se comportam no desenvolvimento de projetos dentro da escola?
O apoio não só dos professores, mas de todo o corpo administrativo da escola, é fundamental para o desenvolvimento das iniciativas de mídia educação. A maioria dos projetos de que participei foi realizado no ambiente escolar, mas no período do contra-turno, ou seja, no ambiente não-formal de educação. Mas de forma alguma os professores foram excluídos dos projetos, pois, primeiramente, buscamos trabalhar com base na demanda dos professores e dos alunos. Por isso acho essencial realizar todo um trabalho prévio de sondagem com esses públicos para saber o que eles pensam e querem das práticas de mídia educação. Esse é um exercício muito importante, porque não temos que saciar apenas a nossa curiosidade enquanto pesquisadores, mas sim aliar o fazer científico com as demandas sociais, articulando teoria e prática. Após essa etapa inicial, buscamos trazer para o professor o que está sendo feito no contra-turno e também realizo avaliações com toda equipe pedagógica da escola ao fim do projeto. Quando os trabalhos são realizados no âmbito da educação formal, a participação do professor é mais direta, porque é feito um trabalho de parceria no qual em muitas vezes é cedido um espaço para o projeto dentro de suas aulas. De forma geral, os docentes que participam direta ou indiretamente das práticas midiaeducativas percebem diferenças no comportamento e na visão dos alunos sobre a realidade.
4) Dá para medir qual é o impacto que a mídia educação tem no aprendizado dos alunos e você poderia citar algum caso já vivido que seja um destaque na sua opinião?
Sim, é possível medir o impacto das ações, mas não em sua totalidade já que a mídia educação é um processo e abrange mudanças na forma do sujeito se relacionar com o mundo e com as outras pessoas. Ao realizar a avaliação do primeiro projeto de mídia educação do qual participei, não tinha a dimensão de como as oficinas tinham afetado a vida dos participantes. Foi muito marcante ouvir dos pais dos alunos que nosso trabalho tinha ajudado os seus filhos a se relacionarem melhor com seus familiares em situações delicadas.
5) Qual a dica para os educadores se transformarem em mídia educadores? Qual o primeiro passo que ele deveria dar?
A pesquisadora francesa Geneviève Jacquinot diz que o professor do século XXI deve buscar aliar o saber midiático ao saber escolar. A mídia educação não é mais uma atribuição que o professor deve ter em sua prática docente, mas uma forma diferente de concretizá-la. Acho que um passo importante é a quebra de alguns estereótipos sobre os meios de comunicação, como o pesquisador mexicano Guillermo Orozco-Gomez apresenta em suas análises sobre o papel da escola enquanto mediadora da relação entre alunos e meios de comunicação.
6) Como você vê a mídia educação contribuindo com a melhoria da educação nos próximos anos?
Acho que a mídia educação pode contribuir com a melhoria da educação no sentido de atender às necessidades que os alunos possuem dentro da sociedade na qual se inserem. Não há dúvidas que os meios de comunicação fazem parte da experiência dos alunos e acho que debater isso é também papel da escola, assim como da família e de outros ambientes educativos. Mas de forma alguma coloco a mídia educação como salvadora da educação. Acho que ela propõe alguns caminhos interessantes, sobretudo se articularmos o papel do comunicólogo com o do professor, o que pode resultar em uma parceria interessante para a educação.
7) Você acredita que a mídia pode afetar a rotina dos jovens? Como educar as crianças a respeito da mídia?
Existem muitos estudos que comprovam as mudanças nas formas de relação dos sujeitos de uma maneira geral com o mundo provocadas pelos meios de comunicação. A quantidade de informações às quais somos submetidos, a nossa concepção espaço temporal, tudo isso de certa forma foi modificado. E isso também afeta as crianças. O aluno chega à sala de aula impregnado de cultura midiática e isso não pode ser evitado. Por isso a educação para as mídias tem o objetivo de fazer circular todos esses sentidos apreendidos, mediando esta relação.
8) Em sua opinião, quais as vantagens em utilizar o jornal impresso na escola?
São muitas, com certeza. Os jornais podem tanto servir de recurso didático para um determinado conteúdo ser trabalhado pelos professores de maneira diferenciada, quanto ser uma forma de expressão para os alunos sobre a sua realidade. Estudos apontam desde a ampliação do vocabulário, o interesse pela leitura até o desenvolvimento de uma criticidade sobre a realidade graças ao uso do jornal na escola. Isso vai depender do enfoque que o professor deseje dar às suas atividades com o meio de comunicação em suas aulas.
9) Em tempos de interatividade via telefone celular e internet, como fazer com que as crianças se interessem pela leitura de jornais?
È preciso que elas conheçam melhor este meio de comunicação. Infelizmente, os jornais são identificados como uma leitura adulta e desinteressante para as crianças. Mas a partir do momento em que elas passam a conhecer este meio e a produzi-lo, eles acabam por compreender a importância que o jornal tem como mediador entre o homem e o mundo. Sem contar que o jornal é uma fonte primária de informação e tem dentro dele uma gama de possibilidades de trabalhos que abrangem do estudo da linguagem jornalística em si À produção de anúncios e publicidade para o veículo.
10) O que será apresentado aos professores na oficina pedagógica de amanhã?
Serão apresentados alguns fundamentos da mídia educação, a necessidade de conhecer e debater a relação das crianças e jovens com os meios de comunicação, como também algumas possibilidades de uso do jornal na sala de aula. Para isso, apresentarei alguns aspectos do universo jornalístico que podem sustentar estas atividades, de acordo com a demanda que os participantes apresentarem.
O site Educar para Crescer mostra 3 dicas para apresentar trabalhos. Veja como se dar bem ao fazer essas atividades em grupos e obter sucesso na apresentação!
Quando a professora avisa que o trabalho do bimestre vai ser feito em grupo e deve ser apresentado para a classe toda, é o maior susto! O melhor é não entrar em pânico. É importante pensar em cada etapa do trabalho e tentar se organizar antes da apresentação, um bom resultado depende só do esforço e da dedicação do grupo.
Fazer trabalho em grupo é legal, principalmente se você está entre amigos. Nesse caso, só é preciso ficar ligado para não misturar as tarefas com brincadeira. Vocês vão se divertir juntos, mas todo mundo tem de saber a hora de parar e se concentrar.
Pode ser que você tenha de preparar o trabalho com um grupo de pessoas que não conhece muito bem ou mesmo junto com um colega meio chato. Aproveite para fazer novos amigos e nem pense em arrumar confusão. Se ficar brigando ou implicando, logo você é quem vai ser chamado de chato.
Tente se entender com todos e quando não concordar com a opinião dos colegas, explique seu ponto de vista com calma e respeite a decisão da maioria. Logo na primeira reunião da turma, conversem sobre o assunto do trabalho e dividam as tarefas. É importante que todos pesquisem. Mesmo que um dos integrantes seja fera em desenho, ele não deve ficar encarregado só de cuidar da capa do trabalho. Todos têm de entender o assunto e participar. Resolvido o que cada um vai fazer, marquem as datas de entrega de cada parte.
E se você perceber que há desentendimentos sugira ao pessoal marcar uma conversa com a professora para pedir ajuda na organização.
Pesquise em livros, enciclopédias, revistas e na internet e faça anotações. Você pode fazer cópias de parte do material ou imprimir o que achar mais legal e sublinhar partes interessantes. Se encontrar informações que possam ajudar outra pessoa do grupo, separe também.
Fique esperto para não pegar informações pouco confiáveis, principalmente na internet. E nem pense em copiar textos da internet e imprimir. Assim você não vai aprender nada e aí nem adianta fazer o trabalho. E se algum colega ou mesmo a professora fizer qualquer pergunta você não vai conseguir responder.
Depois que todos pesquisarem, marquem uma reunião, juntem o material e selecionem o que vão usar para montar o trabalho todo. Combinem um encontro na escola, antes ou depois da aula, ou na casa de alguém.
Conversem sobre a apresentação. É preciso decidir a parte que cada um vai falar e escolher uma maneira de tornar a apresentação interessante. Dependendo do assunto, vocês podem fazer cartazes, levar fotos ou até objetos para mostrar, assim todo mundo vai entender melhor o assunto.
Em algumas escolas, é possível usar programas de computador. Aí vocês podem pedir a orientação de um professor de informática, por exemplo, para preparar uma boa apresentação. Se na sua escola não tiver computador, façam cartazes com desenhos ou fotos. Dependendo do tema, vale planejar uma encenação para fazer a abertura e mostrar o material pesquisado.
No final, peçam que os colegas de sala façam perguntas se tiverem dúvidas. Assim todo mundo participa e aproveita mais a apresentação!
A equipe de O Diário na Escola, na última sexta-feira, fez a oficina pedagógica “Trabalhando cidadania com o jornal” com os alunos do quarto e quinto ano na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí. O objetivo foi com que as crianças entendessem o que é cidadania através da análise de notícias cidadãs e não cidadãs presentes nos jornais.
Confira alguns trechos dos melhores trabalhos:
“Nós entendemos que pessoas com deficiência, cegos, deficientes físicos e pessoas com deficiência mental podem trabalhar e ter um salário digno para seu próprio sustento e até de suas famílias.” (Murilo, Luam e Gabriel – 5º ano)
“Na matéria cidadã nós ficamos muito alegres por termos mais higiene e termos alimentos mais saudáveis e muito gostosos.” (Kayna e Jackson – 5º ano)
“Achamos um absurdo porque milhares de pessoas morrem por causa dos remédios falsificados, morrem enganadas.” (Milena, Heloisa e Daniely – 5º ano)
“Em Maringá o depósito de motos e peças apreendidos formam dengue e a polícia fica com medo, é o perigo da dengue que pode até matar.” (Kauã, João Pedro e Emanuel – 5º ano)
“A atitude do Serv Som foi uma atitude cidadã porque ele estava animando a festa da 40ª Expoingá, isso é uma coisa boa, que nos deixa feliz, porque é legal um lugar animado.” (Natasha, Victor Iago e Matheus Henrique – 5º ano)
“Chico Bento: Oi mãe, hoje a “pessora” me ensinou atitudes cidadãs e não cidadãs.
Mãe: “Fio” me fala 3 atitudes cidadãs.
Chico Bento: Estudar, obedecer os pais e ter respeito!” (Nathalia e Giovana – 4º ano)
“Os que não respeitam os pais e usam drogas e bebidas não são cidadãos.” (Maria Fernanda e Camila – 4º ano)
“Eu chego em casa e vou estudar, respeito minha mãe, meu pai, meus irmãos, minha vó e meu vô. Eu e minha amiga respeitamos a cidadania.” (Laíza e Gabriela – 4º ano)
“Nas atitudes cidadãs temos que respeitar, estudar, preservar a natureza, arrumar o quarto e obedecer os pais.” (Murilo e Wagner – 4º ano)
“Sem violência, sem briga, o mundo foi feito para as coisas boas que existem como a felicidade, paz e harmonia.” (Davi e Amanda – 4º ano)
“Nós queremos agradecer por ter nos dado um dia diferente, vimos vídeos que falam sobre atitudes cidadãs e não cidadãs. Achamos que atitudes cidadãs fazem o bem e as atitudes não cidadãs só causam o mal.” (Catarina e Lais – 4º ano)
No último dia 10 a equipe do “Diário na Escola” realizou mais uma oficina pedagógica com o tema “Trabalhando cidadania no jornal” com os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto em Ivatuba/PR. Confira as melhores produções:
Hoje estaremos com os alunos de São Jorge do Ivaí. Em breve os resultados para vocês!
A Escola Municipal São Jorge, do município de São Jorge do Ivai/PR, recebe nesta sexta-feira, 18, a oficina “Trabalhando Cidadania no jornal”, que será ministrada aos alunos do quarto e quinto ano, pelo professor especialista Ricardo Pastoreli e pela jornalista Nayara Spessato. O objetivo é que as crianças entendam o que é cidadania, através da análise de notícias cidadãs e não cidadãs presentes nos jornais. O encontro será realizado das 13 às 16 horas.
Na próxima quarta-feira, 23/05, o dia todo foi reservado para capacitação dos professores participantes de “O Diário na Escola” (turma 1: das 8 às 12 horas / turma 2: das 13 às 17 horas). Dando sequência aos encontros pedagógicos do programa, a convidada para ministrar a oficina pedagógica intitulada “O jornal na escola como práxis para a formação cidadã” foi a professora e jornalista mestre Mariana Ferreira Lopes, docente na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e na Universidade do Norte do Paraná, de Londrina, com grande experiência no desenvolvimento de projetos de mídiaeducação em escolas municipais de Cambé e Londrina, “buscando aliar a alfabetização crítica dos envolvidos diante dos meios de comunicação com sua formação cidadã.”
Os encontros realizados pelo “Diário na Escola” têm como objetivo capacitar os profissionais envolvidos para a utilização do jornal como recurso interdisciplinar e como meio para uma formação mais cidadã contextualizada com os textos que circulam socialmente.
Tome note! Os convites para oficina aos educadores foram enviados às instituições participantes do programa. Quem ainda não confirmou presença, o prazo vai até amanhã, 18/05.
Abaixo o convite enviado à turma 1.
O Lar Escola da Criança de Maringá está promovendo a Campanha de arrecadação de roupas, cujo objetivo é realizar uma feirinha onde os produtos são vendidos a preços mais baratos. “O dinheiro arrecadado vai para manutenção dos ambientes do Lar Escola, tais como salas, cozinha, refeitório, a grama e a quadra que precisam estar sempre bem cuidadas, proporcionando aos atendidos um lugar adequado para as atividades.” Participem!
Atenção! Profissionais da educação, que participam do Programa O Diário na Escola, no dia 23 de maio um novo Encontro Pedagógico foi preparado para auxiliar os trabalhos com o jornal impresso na sala de aula. A palestra será ministrada pela professora e mestre, Mariana Ferreira Lopes, e terá como tema “O uso do jornal como práxis para a formação cidadã”. Os convites serão enviados para as instituições – caso não recebam entre em contato com a equipe de O Diário na Escola – e não esqueçam de confirmar presença até o dia 18, sexta-feira, pelo telefone (44) 3221-6050 ou pelo e-mail odiarionaescola@odiario.com
Mais do que um momento de entretenimento ou um passeio, a visita ao Diário proporciona conhecimento e aprendizagem. Turmas do 4º e 5º ano da Escola Municipal Padre José de Anchieta, de Sarandi, conheceram a estrutura do Grupo O Diário e como é feito o jornal impresso para que chegue todas as manhãs às bancas, casas, empresas e escolas. Na sala de redação os alunos descobriram como a notícia é produzida, o trabalho do pauteiro, repórter, fotógrafo, diagramador e editor. No parque gráfico foi apresentado todo o sistema de impressão, desde as placas de zinco que são feitas para cada página do jornal, o tipo de papel que é utilizado, as cores das tintas, até o sistema de empacotamento e todo o processo de distribuição do material.
Professores que tenham interesse em trazer seus alunos para uma visita entrem em contato pelo telefone (44) 3221-6050.
1 Leia em voz alta com eles. Explore com eles os livros e outros materiais de leitura – revistas, jornais, folhetos, almanaques, manuais de instruções, cartazes, placas… Todo material impresso pode ser útil e ocasionar um momento de troca centrada na leitura.
2 Ofereça a eles um ambiente rico em termos de letramento: faça atividade com leitura, mesmo com bebês e crianças bem pequenas, e continue fazendo com as crianças e jovens que já estão na escola.
3 Converse com eles e escute-os quando falam. Isso ajuda MUITO no desenvolvimento da linguagem oral.
4 Peça para eles recontarem histórias ou informações que você leu em voz alta para eles. Cuidado para que isso não acabe virando aula! Não é esse o espírito da proposta; precisa ser algo agradável e descontraído.
5 Incentive-os a desenhar e fazer de conta que escrevem histórias que ouviram. Peça, depois, que “leiam” em voz alta. Parece absurdo? Pois não é! Afinal, eles passam o tempo fazendo de conta que cozinham, que dirigem carros, que lutam com inimigos perigosos, que são médicos e professores… Não se esqueça: a ideia é brincar de ler.
6 Dê o exemplo: faça com que eles vejam você lendo e escrevendo. E, por favor, não faça a bobagem de dizer que eles devem aprender a ser diferentes de você, que não gosta de ler! O que conta não é o que você discursa sobre leitura, escrita, estudo: é o que você oferece como exemplo.
7 Vá à biblioteca regularmente com seus filhos. Se for uma biblioteca de empréstimo, é bom cada um ter sua própria ficha de inscrição.
8 Crie uma biblioteca em casa e uma biblioteca pessoal para a criança, onde ela se acostume a guardar os livros e a buscá-los. Na hora de comprar presentes para seu filho, lembre-se dos livros! De quebra, ele ganha competência para lidar com o mundo e abertura da imaginação.
9 Não deixe de fazer um pouco de mistério, para aguçar a curiosidade. Por exemplo: você tem livros na mão e diz à criança que ela pode escolher entre dois livros. Ela certamente vai dizer que são três, e não dois. Você faz de conta que se enganou, e põe um deles de lado. Adivinha qual deles ela vai querer… Use sua imaginação. Tudo isso é jogo, mas o resultado é que seu filho ganha sempre – e para toda a vida.
10 Leve seus filhos sempre que houver Hora do Conto, teatro infantil e atividades similares na comunidade.
Fonte: Programa Ler é Preciso – EcoFuturo
As melhores produções da oficina sobre Cidadania realizada na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba, merecem destaque e publicação na íntegra. Confira:
Para receber o planejamento desta oficina, entre em contato com a equipe de “O Diário na Escola” pelo telefone: (44) 3221-6050 ou pelo email: odiarionaescola@odiario.com
A equipe de O Diário na Escola fez oficina pedagógica “Trabalhando cidadania no jornal” com os alunos do quarto e quinto ano da Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba. O principal objetivo do encontro foi fazer com que as crianças refletissem sobre atitudes cidadãs e não cidadãs.
Depois de assistirem a dois vídeos observando se atitudes cidadãs e não cidadãs aconteciam nas cenas, discutirem o assunto em sala e produzirem cartazes com notícias do jornal relacionadas à cidadania, os alunos fizeram produções textuais sobre o que aprenderam na oficina pedagógica.
Confira os melhores trechos:
“Aprendemos que atitudes cidadãs são as coisas boas que fazemos como: respeitar o outro, cuidar do meio ambiente, ajudar o amigo. Atitude não cidadã é tudo que é errado como: xingar, brigar, desrespeitar.” (Julia Pereira e Jamylla Heloise dos Santos)
“O filme “Chico Bento no shopping” nos ensinou que devemos ter atitudes cidadãs e não fazer como o personagem que desrespeitou o vendedor e as pessoas.” (Maiki Leandro e André Gustavo)
“O trabalho de hoje foi bom porque nós aprendemos mais sobre o que é cidadania.” (Marlon Sgorla e João Vitor Tomaroli)
“Toda pessoa tem que praticar atitudes cidadãs, pois se existissem apenas os não cidadãos eles iriam destruir o mundo.” (Gabriela Dutra e Jean dos Santos)
“Hoje dia 03/05/2012 tivemos uma aula super legal porque a Nayara e o Ricardo trabalharam com a gente a oficina “O Diário na Escola” e o tema discutido foi sobre cidadania.” (Beatrys Ranek e Camila da Silva)
“A construção de uma passarela é uma coisa boa para a população, já a notícia sobre o abuso sexual é ruim, sendo uma atitude não cidadã.” (Giovana e Robson)
“A cidadania são os direitos e os deveres que todo cidadão tem.” (Mariana Piqueti e Victória Caroline da Silva)
“O projeto O Diário na Escola nos ensinou a aprender o que é, e o que significa a palavra cidadania. Atitudes cidadãs é respeitar e colaborar, atitudes não cidadãs são bullyng, quebrar bens públicos e brigas.” (Carolaine de Oliveira, Luiz Gustavo Alves, Lucas Mateus dos Santos e Helena Patrícia dos Santos)
“Atitudes cidadãs são aquelas que você tem que respeitar o próximo, não pode xingar e não pode bater.” (Alisson Alves, Gustavo Henrique e Leandro Delousté)
“Foi legal e divertido, foi interessante, foi criativo e produtivo e aprendemos muitas coisas.” (Lara, Luciana, Emilyn e Samara)
As terras brasileiras são um bem comum que interessa à toda população. Criado em 1965 o Código Florestal regulamenta o que pode ou não ser explorado, estabelece limites para preservar a vegetação nativa, o controle do uso das matérias-primas da natureza, como deve ser feito o reflorestamento e as penas para quem comete crimes como o desmatamento, por exemplo.
Desde que foi criado o Código já passou por várias modificações tentando agradar a todos, como isso ainda não foi possível o projeto sempre passa por alterações. Ambientalistas, ruralistas e cientistas concordam que o documento precisa ser atualizado para se adaptar à realidade brasileira que mudou muito desde 1965, quando foi criado.
O problema é que as opiniões dos envolvidos na criação do novo Código Florestal são muito diferentes de uma pessoa para outra, não conseguindo se chegar num consenso.
Os ruralistas querem aprovar rapidamente para por fim a questões que não são bem detalhadas no Código e que dão chances a diversas interpretações em alguns pontos polêmicos. Os especialistas defendem uma modernização nas leis, mas querem adiar a votação para dar tempo de fazer uma discussão mais detalhada do projeto. E ainda tem a bancada verde que também exige mudanças diferentes das feitas pelos ruralistas e especialistas. Sem contar que a alteração no projeto foi uma inicitativa do deputado Aldo Rebelo, que também tem opiniões diferentes de todos esses outros líderes comentados acima.
Enfim, é muita gente opinando sobre um único assunto. E após ser aprovada a votação na Câmara, o novo Código Florestal ainda vai passar pelo Senado e só depois a presidente Dilma Rousseff é quem vai decidir se aprova ou não as mudanças.
A Revista Nova Escola apresenta 7 erros frequentemente cometidos pelos professores. Confira como evitar atividades sem foco e que roubam tempo na aprendizagem.
1. Utilizar o tempo de aula para corrigir provas
O problema Deixar a turma sem fazer nada ao corrigir exames ou propor que os alunos confiram as avaliações.
A solução Nesse caso, o antídoto é evitar a ação. Corrigir provas é tarefa do educador, para que ele possa aferir os pontos em que cada um precisa avançar. E o momento certo para isso é na hora-atividade.
2. Exigir que todos falem na socialização
O problema Durante um debate, pedir que todos os estudantes se manifestem, gerando desinteresse e opiniões repetitivas.
A solução O ideal é fazer perguntas como “Alguém tem opinião diferente?” e “E você? Quer acrescentar algo?”. Assim, as falas não coincidem e os alunos são incentivados a ouvir e a refletir.
3. Não desafiar alunos adiantados
O problema Crianças que terminam suas tarefas ficam ociosas ao esperar que os demais acabem. Além de perder uma chance de aprender, atrapalham os colegas que ainda estão trabalhando.
A solução Ter uma segunda atividade relacionada ao tema da primeira para contemplar os mais rápidos.
4. Colocar a turma para organizar a sala
O problema A arrumação de carteiras e mesas para trabalhos em grupo e rodas de leitura acaba tomando uma parte da aula maior do que das atividades em si.
A solução Analisar se a mudança na disposição do mobiliário influi, de fato, no aprendizado. Em caso positivo, vale programar arrumações prévias à aula.
5. Falar de atualidades e esquecer o currículo
O problema Abordar o assunto mais quente do momento por várias aulas, o que pode sacrificar o tempo dedicado ao conteúdo.
A solução Dosar o espaço das atualidades e contextualizar o tema. Em Geografia, por exemplo, pode-se falar de deslizamentos de terra relacionando-os aos tópicos de geologia.
6. Realizar atividades manuais sem conteúdo
O problema Pedir que os alunos façam atividades como lembrancinhas para datas comemorativas sem nenhum objetivo pedagógico.
A solução Só propor atividades manuais ligadas a conteúdos curriculares – nas aulas de Artes, por exemplo, para estudar a colagem como um procedimento artístico.
7. Propor pesquisas genéricas
O problema Pedir trabalhos individuais sobre um tema sem nenhum tipo de subdivisão. Como resultado, surgem produções iguais e, muitas vezes, superficiais.
A solução Dividir o tema em outros menores e com indicações claras do que pesquisar. Isso proporciona investigações mais profundas e dinamiza a socialização.
Quer saber como prender a atenção das pessoas enquanto discute um assunto ou faz uma palestra? Abaixo você encontra algumas dicas:
Antes de tudo acomode as pessoas para que se sintam confortáveis e cuidado ao escolher o horário do encontro: barriga com fome não tem orelhas!
1- Prepare os textos que serão lidos
Faça marcas de orientação no texto ou na margem.
2- Faça um programa para a leitura e distribua-o na entrada
Informe o título dos textos, gêneros, autores e nacionalidades, tradutores, editoras e duração da leitura.
3- Prepare sua leitura (e leia) com o relógio na mão
Tempo máximo para cada trecho: 12 minutos. Quem ouve deve ficar com vontade de ouvir mais.
4- Crie imagens mentais enquanto lê
Este é o grande mandamento do leitor público, porque, se você vê de verdade, dentro de si mesmo, o que lê, os ouvintes vão ver de verdade o que escutam, e sua leitura vai ser um verdadeiro cinema!!!
5- Cuide do lugar onde você vai se colocar para ler
Evite perturbações sonoras, como máquinas ligadas, banheiros muito próximos, vaivém de pessoas. Escolha um fundo neutro, evitando quadros, cartazes, janelas… Cuide para que a iluminação não seja nem forte nem fraca demais.
6- A arrumação do local da leitura pública
O melhor é sempre um simpático semicírculo, arrumado num dos cantos da sala, perto do público.
7- Recepção do público
É você quem decide a hora de as pessoas entrarem. Entregue o programa. Se você vai ler para adolescentes ou crianças, faça-os entrar em grupos de no máximo dez de cada vez.
* Dicas adaptadas do roteiro de leitura pública elaborado por Maria Betânia Ferreira, da Pingo é Letra, para o Instituto Ecofuturo. (Fonte: http://www.ecofuturo.org.br)
“Mascote e melhor frase para prevenção às drogas” é tema do concurso cultural que tem por finalidade estimular e envolver o aluno sobre a prevenção ao uso de drogas. Ao produzir o desenho e a frase a criança desenvolve capacidade de reflexão sobre o tema.
A participação será aberta para todos os alunos do 5º e 6º ano das instituições de ensino fundamental públicas e privadas de Maringá. As fichas de inscrições serão disponibilizadas para as escolas e os trabalhos deverão ser entregues até 05/06/2012. A divulgação do resultado será no dia 19/06. Para maiores informações entre em contato pelo telefone (44) 3221-6417 ou pelo e-mail: sasc_antidrogas@maringa.pr.gov.br