No dia 8 de abril de 2018, a vida da pequena Sarah Emanuelly Narumiya da Silva, de um ano e 11 meses, e de sua família, mudou drasticamente. O que era para ser um domingo especial, quase acabou em tragédia. A menina estava na casa de uma amiga da família, acompanhada pela mãe, Stephanie Tiemi Narumiya, 24, que lavava louças no momento. A criança, impressionada com a cascata da piscina, pediu para entrar na água.

Ao terminar o serviço, Stephanie ia levar a filha até a piscina, mas não a encontrou dentro de casa. Desesperada, correu até a parte externa, onde avistou Sarah boiando na água. O morador da residência, o autônomo Murillo Miguel de Lara, 28, colocou em prática técnicas de primeiros socorros enquanto o socorro médico não chegava.

Durante 15 minutos, ele realizou massagem cardíaca e respiração boca a boca na criança, que vomitou muita água, mas não apresentou nenhum sinal de vida. Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram até o local e só após uma injeção venosa de adrenalina é que Sarah recuperou o pulso, após quase 30 minutos em parada cardíaca.

Na sequência, ela foi encaminhada para o Hospital Universitário de Maringá (HUM), onde ficou entubada e sedada por duas semanas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ao ser desentubada, teve algumas crises - nas quais contorcia todo o corpo e enrijecia os músculos.

De acordo com Stephanie, uma ressonância magnética detectou uma lesão na parte motora do cérebro. "Por conta disso, os médicos disseram que ela teria espasmos pelo resto da vida e provavelmente não seria capaz de se alimentar pela boca, falar ou andar", comenta.

Mas a sorte estava ao lado de Sarah, outra vez. Após 25 dias internada, ela saiu do hospital, e se livrou da sonda nasogástrica duas semanas depois. "Hoje ela consegue se alimentar totalmente pela boca, sem necessidade do uso de espessante", diz a mãe.

No entanto, ainda não consegue falar. A coordenação do lado esquerdo do corpo ainda está afetada. Os médicos recomendaram diversas técnicas para sua recuperação. Ela faz tratamento com uma equipe multiprofissional: com o terapeuta ocupacional Marcos Reinaldo Borge, com a fonoaudióloga Letícia Thomazine, que trabalha com protocolo PediaSuit juntamente com a fisioterapeuta Elouise Belthman, com o fisioterapeuta Ricardo Colombo Henriques, que trabalha com método de treino neurolocomotor e com a fisioterapeuta Thaiza Bavelloni Hellebrand, que trabalha com o método TheraSuit.

Segundo Hellebrand, a menina chegou à clínica bem traumatizada. "Ela não conseguia sair do colo por medo. No início mostrou um quadro motor de tetraparesia com hipotonia bem grave, porém seu quadro era semi vegetativo. Não sustentava o próprio peso em pé, não se equilibrava sentada e caía de lado. Sem ação de proteção quando caía, ia direto com a cabeça no chão", explica.

"Era para ela estar em um estado vegetativo grave por ter ficado 30 minutos com parada cardiorrespiratória - já que apenas sete segundos sem oxigênio já são suficientes para lesionar o sistema nervoso cerebral. Mas por ser uma criança ainda em desenvolvimento e respondendo bem ao tratamento, acredito que tem 99% de chances de ficar totalmente recuperada", ressalta a fisioterapeuta.

Os tratamentos são caros e a família de Sarah está lutando para conseguir ajuda. Eles criaram uma "vaquinha" online para arrecadar fundos que irão cobrir o tratamento no valor total de R$ 20 mil, mas até agora apenas R$ 700 foram arrecadados. Uma rifa, no valor de R$ 10 o número, também está sendo vendida para custear as terapias e suplementos. Três prêmios serão sorteados na rifa: um chapéu autografado cedido pelo cantor Daniel, um óculos de sol da Marc Jacobs e um kit de produtos da Avatim.

O sorteio será realizado via Live, pela Sarah, no dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida e também das Crianças. O link para a vaquinha, bem como demais informações sobre a evolução clínica da Sarah podem ser encontradosna página criada para ela no Facebook: "Todos pela Sarah".

SAIBA +
Para ajudar a Sarah, acesse:
facebook.com/todospelasaraah e faça a sua doação.


LUTA DIÁRIA. Na clínica de fisioterapia, a pequena Sarah recebe o atendimento de uma equipe multiprofissional, que trabalha para ajudar a criança a ter uma vida normal novamente — JOÃO PAULO SANTOS


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