• A cerimônia do adeus ao bruxinho

  • André Simões
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A chegada da última parte da saga de Harry Potter ao cinema, na madrugada de sexta-feira, foi aguardada por muita gente. Nos Estados Unidos, apenas em sessões da meia-noite o filme arrecadou US$ 43,5 milhões – um recorde para os chamados "corujões". Muita gente, no entanto, não se contenta em ver o filme, querendo se aproximar de seus ídolos por meio de fantasias.

Ricardo Lopes

Fãs da saga de Harry Potter posam para o fotógrafo de o Diário diante de display com o personagem, no Cinesystem, na madrugada de ontem: "Deixar de comparecer seria como perder uma formatura"

Em Maringá, cerca de 15 fãs doentes do bruxinho compareceram à estreia de "Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2", no Cinesystem, com roupas remetendo a personagens da série. Esse tipo de caracterização é conhecida como "cosplay" e foi popularizada pelos fãs da série "Jornada nas Estrelas".

Os cosplayers maringaenses circulavam confiantes, ontem, pelo saguão do shopping, sem se incomodar com o espanto das demais pessoas. O encontro foi organizado por representantes maringaenses do Potterish, o único portal de internet brasileiro sobre Potter e companhia aprovado pela autora inglesa J.K Rowling – como orgulhosamente explicavam os rapazes fantasiados, com idades variando entre 14 e 19 anos.

Novos demais para terem começado a acompanhar a série desde a publicação do primeiro romance (em 1997), os rapazes fantasiados travaram o primeiro contato com a saga a partir dos filmes, para só depois devorarem os livros.

Mesmo tendo chegado depois na vida deles, no entanto, o Harry Potter literário é unanimemente preferido ao cinematográfico, por ser a representação "original". Por que então tantos rituais e ansiedade com a estreia do desfecho no cinema?

"É o ponto final, deixar de comparecer seria como perder uma formatura. Fã de Harry Potter gosta de ver o filme nem que seja para conferir os erros", diz a estudante Carolina Dias, 17. Quanto a um possível embaraço por usar as chamativas roupas em público, dá de ombros. "Já me visto de modo estranho normalmente, estou acostumada a me olharem."

George Adorno, 19, informalmente reconhecido como líder potteriano em Maringá, demonstra sua crise existencial com a estreia. "Estou super ansioso para ver, mas ao mesmo tempo triste porque agora tudo vai acabar", diz. Já Bruna Brito, 18, dá uma explicação sobre sua fantasia que soa como grego ao repórter. "Escolhi essa roupa porque a sonserina foi a casa a que mais me adaptei." Se ela diz, quem sou eu para contestar...

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