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03/08/2011 às 02:00 - Atualizado em 03/08/2011 às 02:00
Para encenar "A Visita da Velha Senhora", Mateus Moscheta fez uma adaptação no texto juntamente com Mariela Lambertti, que também aparece na peça como atriz. Segundo o diretor, seu desejo era montar o texto integral, mas seria inviável por conta da extensão – quase 300 páginas de texto – e do grande número de personagens.
Na versão do TUM, houve edição e fusão de personagens, mas as características da peça e seu teor crítico procuraram ser mantidas. "Cada corte era um corte no coração", diz Moscheta.
O enredo apresenta a história da empobrecida e miserável cidade de Gullen, que recebe com esperanças a volta da milionária Clara Zahanassian, que outrora havia sido expulsa da cidade por um escândalo. Clara propõe aos moradores salvá-los economicamente em troca de justiça: o assassinato do responsável por sua expulsão, o personagem Schill.
Para Moscheta, um dos principais pontos da peça, que sua montagem tentou abordar, é em que medida valores morais suportam as pressões financeiras de uma sociedade de consumo. O diretor viu no texto de Dürrenmatt uma oportunidade de vincular a tradição épica do grupo TUM (muito influenciado por Brecht), com sua formação calcada no teatro físico, explorando o lado grotesco do enredo.
A crítica social se estende a uma performance na bilheteria. Os espectadores não pagam por um ingresso; em vez disso, adquirem uma nota promissória com prazo de vencimento até o fim da montagem.
03/08/2011 às 02:00 - Atualizado em 03/08/2011 às 02:00
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