Muito usado no senso comum, o termo “independência financeira” é visto por muitos como uma correspondência a um estilo de vida de alto padrão e desprendido das amarras de outras pessoas. No entanto, essa visão não é a mais correta. "A independência financeira diz respeito ao sustento proveniente de seus próprios investimentos e aplicações e não a uma fonte externa de pagamentos", ensina Aigo Pyles, fundador da Genesis Associados (http://genesisassociados.com), que presta assessoria em planejamento financeiro e patrimonial em finanças pessoais ou corporativas.

Conhecida por muitos pela expressão “viver de renda”, a independência financeira é garantida pela rentabilidade estável de posses. Esteja o capital investido em um negócio, em um imóvel rentável ou em uma aplicação financeira, ele sempre irá gerar valores capazes de prover renda para o seu proprietário.

Conseguir independência financeira não é tarefa fácil, mas também não é impossível. O primeiro passo é ter um controle preciso de seus rendimentos e de suas saídas.

Faça uma planilha com tudo o que você gasta e classifique os gastos de acordo com sua necessidade: fundamentais, importantes e supérfluos. Na primeira categoria, coloque as despesas inevitáveis, como contas mensais, alimentação etc. Na segunda, as coisas que são importantes para você, mas que podem ser cortadas em caso de necessidade. Por fim, os gastos que poderiam mais facilmente ser eliminados, como comer fora de casa em excesso, roupas etc.

Feito isso, estabeleça o quanto você pode poupar mensalmente. Se você já tem algum valor guardado, some isso ao que você irá acumular em alguns meses de poupança e comece a traçar seus objetivos. “É fundamental saber suas metas e suas possibilidades. Cada pessoa tem um plano de investimento específico e é preciso bastante cautela e ponderação para traçar exatamente o seu”, afirma Aigo Pyles.

Poupar é o primeiro passo

Em um primeiro momento, a necessidade primordial é aumentar o seu capital para um valor que permita maiores investimentos. O valor que você poupa mensalmente irá se acumular aos rendimentos para gerar uma quantidade considerável e que irá permitir mais flexibilidade na hora de escolher os seus investimentos.

Por isso, você precisa traçar o valor que pode investir mensalmente e estabelecer a quantidade que vai ter após um determinado período, que pode ser curto ou médio.

Para não comprometer o seu orçamento de forma exagerada, coloque uma meta para um período de um a cinco anos.

Começando a investir

Ao fim do prazo estabelecido, busque formas mais rentáveis de aplicação. É importante que o investimento mantenha a segurança do montante e a criação de bons rendimentos, como acontece no setor imobiliário: você trabalha com um alto valor investido, que está seguro, e consegue manter-se com a renda gerada.

Nesse cenário, você pode tanto optar por formas mais simples, como a compra imediata do imóvel para geração de renda através aluguel, ou com a rentabilidade gerada pela compra e venda. No primeiro caso, você tem um lucro diluído nas receitas mensais, enquanto no segundo você tem como rendimento um montante maior que é recebido de uma só vez. Em ambos os casos, é preciso considerar as condições do mercado local e quais as oportunidades que cada modalidade oferece.

Por exemplo: se você quer parar de trabalhar nesse momento, é melhor optar pela renda fixa do aluguel. Se tem outra fonte ou prefere esperar um pouco, a compra e venda pode ser economicamente mais vantajosa.

“No setor imobiliário, você mantém o seu patrimônio fixo enquanto recebe suas receitas líquidas. Isso oferece mais liberdade para viver com esse valor e repetir o processo de poupança”, explica Aigo Pyles. Isso significa que, uma vez investindo o seu capital dessa forma, você parte para uma nova etapa: a de aproveitar os seus rendimentos para convertê-los tanto na fonte de renda para suas despesas quanto na fonte de capital excedente para novos investimentos. Dessa forma, você tem tanto uma boa renda líquida quanto chances de torná-la ainda melhor no futuro.

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