O dólar opera em queda ante o real, em linha com a valorização das moedas ligadas a commodities no exterior, após os dados bons de produção industrial e vendas no varejo da China no primeiro bimestre.

Segundo o operador de uma corretora, além desses indicadores apoiarem especulações de que o Banco Central chinês terá de voltar a elevar juros, há expectativas de continuidade da demanda aquecida do país asiático por matérias-primas, o que favorece as moedas de países exportadores desses produtos, como o Brasil. A valorização das commodities também pesam para o enfraquecimento da divisa americana.

Com a agenda econômica local mais fraca, estão no radar agora os dados norte-americanos de inflação ao produtor (PPI) e de vendas no varejo, ambos de fevereiro, cuja divulgação estava prevista às 9h30. A Opep divulga relatório mensal sobre petróleo (9h50) e o Departamento de Energia dos EUA (DOE) revela os estoques de petróleo bruto (11h30).

Internamente, o destaque é o 13º Fórum Econômico Mundial da América Latina, em São Paulo, também chamado de "mini Davos". Estão previstas nesta quarta-feira, 14, a participação do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn (20h), além de potenciais presidenciáveis, como o governador Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (15h30); e o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro (15h30).

Às 9h18 desta quarta-feira, o dólar à vista caía 0,29%, aos R$ 3,2519. O dólar futuro de abril recuava 0,26% neste mesmo horário, aos R$ 3,2555.


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