387,7 dólares por hectare tem sido, em média, a rentabilidade dos produtores argentinos com milho, enquanto seus colegas brasileiros, por causa dos altos custos e impostos, só conseguem 123 dólares. Os dados foram divulgados pelo Antonio da Luz, economista da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, durante a Expodireto, feira tecnológica do agronegócio realizada na semana passada em Não-Me-Toque (RS).

CONTENTES Produtores paranaenses estão mais do que animados com o aumento nos preços da soja e do milho nos mercados externo e interno. E não é para menos: o que se esperava era uma queda como efeito da pressão natural da colheita.

PRO ALTO Mesmo em plena colheita no Brasil, os preços estão firmes e, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), só neste início de ano a cotação média da soja já disparou 11% e a do milho 8% no Paraná.

EXCELENTE Para o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, a valorização chega em um bom momento, justamente quando o produtor está colhendo a sua safra, o que inverte a lógica do mercado.

MOTIVO A alta das commodities é causada pelo longo período de estiagem
na Argentina, o terceiro
maior produtor de soja,
depois dos Estados Unidos e
do Brasil.

PERDA Seria a maior estiagem no país vizinho nos últimos 30 anos, com perdas que chegam a 10 milhões de toneladas, volume impactante para uma demanda global que tem crescido 5% ao ano, em média.

E AGORA? Ontem, analistas especializados disseram que o estremecimento de relações comerciais entre Estados Unidos e China pode colocar ainda mais lenha no mercado internacional de grãos.

RETALIAR O país asiático aprovou a permanência de Xi Jinping no poder indefinidamente. E Jinping é favorável a redirecionar as compras de soja para a América do Sul.

VAI LONGE A tal "guerra comercial" entre os dois países, ao que parece, não tem prazo para terminar.
FOI BOM Na última sexta-feira, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) divulgou o desempenho da economia do Paraná em 2017.

SEMPRE ELA A economia paranaense cresceu 2,5% e o resultado no ano foi puxado pela agropecuária, que cresceu 11,5% em relação a 2016, graças à safra recorde e as elevadas produções de soja, milho, café, feijão e fumo.

NA BOA O Estado encerrou 2017 com um PIB de R$ 415,8 bilhões, o equivalente a 6,35% da economia nacional. Em 2010, a participação do Paraná era de 5,8%.

REPETECO Se jeito regula, é bem provável que o Estado repita esse desempenho em 2018, mais uma vez puxado pelo agronegócio. A safra de grãos, mesmo enfrentando alguns problemas climáticos, está sendo boa.

PROJEÇÃO Por sua vez, a produção nacional de grãos 2017/18 poderá chegar a 226 milhões de toneladas, 5% abaixo da que foi colhida na temporada anterior. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que acaba de divulgar mais um levantamento.

NA COLA Principal cultura do país, a soja tem confirmado boa produtividade. Apesar disso, a safra atual deverá ficar um pouco aquém ou praticamente igualar o montante colhido em 2016/17, de 114 mil toneladas.

MILHO Já em relação ao cereal, na soma das safras de verão e inverno, a expectativa é chegar a 87,3 milhões de toneladas.

PRODUTORAS A propósito do Dia Internacional da Mulher, transcorrido no dia 8, a Sociedade Rural de Maringá promove evento nesta terça-feira a partir das 13h30m no Parque de Exposições, para prestar uma homenagem às produtoras rurais.

CASA CHEIA Realizada pelo nono ano consecutivo em parceria com as cooperativas Cocamar e Integrada e o Sindicato Rural, a celebração deve reunir 350 convidadas do município e região.

UM SUCESSO As mulheres estão cada vez mais presentes na atividade rural, exercendo funções de gestão e se destacando no moderno agronegócio brasileiro.

CHEGANDO Cursos de agronomia, medicina veterinária e zootecnia, antes frequentados quase que exclusivamente por homens, agora estão repletos de alunas.

NA TELA Aliás, a campanha de valorização do agro, a "indústria riqueza do Brasil", realizada em horário nobre pela principal emissora de televisão do país, também homenageia mulheres que se dedicam ao setor.

GENTE DAQUI No vídeo exibido em rede nacional e que estará no ar até quinta-feira, aparecem algumas produtoras e profissionais de Maringá e região, entre as quais a presidente da Sociedade
Rural, Maria Iraclézia de Araújo, e a produtora
Cecília Falavigna.


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