O ano de 2017 começou bem para Kamyla Oliveira Rosa, 19 anos. A jovem conquistou um emprego do jeito que ela queria: trabalhar com animais. Cursando o técnico em auxiliar de veterinário, ela foi aprovada em um teste seletivo para trabalhar numa escola e hotel para cães.

"Deixei o currículo e me retornaram no mesmo dia", conta. Por enquanto, a jovem está na equipe de monitores e sua função é garantir o bem-estar dos cães como fazer companhia, brincar e fazer a higiene deles. Na contratação de Kamyla, o curso foi um diferencial, mas para começar na função de monitora, basta gostar de cães. A empresa Espacão também oferece treinamento específico para adestramento e comportamento canino, um caminho que estimula jovens como ela a se dedicarem ao trabalho para crescer na empresa.

O setor de serviços, aliás, é um dos líderes em contratação nesse começo de ano na cidade. De acordo com os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apenas em Maringá, foram gerados 652 novos empregos, 271 deles nesse segmento.

Quem também se deu bem na mesma empresa foi Juliane Machado, que assumiu o departamento de Comunicação. A jovem nem precisou enviar currículo porque foi indicada por outro candidato. Depois que a empresa fez o primeiro contato, ela foi aprovada no processo seletivo.

Juliana faz o registro fotográfico dos cães, responde pelas redes sociais da empresa, faz contato com a mídia e as operações de comunicação interna. Jornalista por formação, ela ainda gerencia eventos bimensais da escolinha/hotel e produz e edita os vídeos institucionais da empresa. Satisfeita, ela comemora o fato de ter conseguido uma vaga na área em que se formou há poucos meses.

Diploma é só o começo

Helen Ceoli é supervisora de Recursos Humanos em uma cooperativa de crédito. A unidade pela qual é responsável dá suporte para outras unidades na região, no Paraná e até em outros cantos do Brasil. Foram abertas diversas vagas para novos colaboradores em diferentes níveis, de assistentes a profissionais de nível sênior. Essas vagas, entretanto, exigem escolaridade mínima e com o aumento da oferta de candidatos no mercado, tornam-se mais disputadas.

Em geral, jovens alunos de curso superior assumem as vagas de estágio, cargos de assistente vão para quem já concluiu o curso. A exceção fica por conta dos jovens contratados pelo programa Menor Aprendiz, que tem escolaridade mais baixa.

"Hoje em dia ter um diploma de curso superior não é um diferencial, mas faz diferença. Nós também oferecemos oportunidades para quem tem bastante experiência em áreas estratégicas e em tecnologia da informação", afirma Helen.

Observando-se o total de funcionários, a grande maioria tem idade entre 30 e 32 anos, mas para os cargos de alto rendimento, supervisão, gerência, a vivência na função pesa a favor do candidato. Uma das contratações recentes foi para o cargo de gerente de crédito e a vaga foi para um profissional aposentado que traz com ele a bagagem de anos de experiência na função.

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