No último balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, os setores que melhor se saíram entre os meses de maio e julho na geração de emprego, em Maringá, foram o de serviços, com saldo positivo de 487 empregos, e o comércio, com 257.

A instabilidade do mercado e o aumento da procura por uma vaga mudaram as expectativas dos empregadores. É uma consequência da modernização. Se a empresa investe pesado na automatização do sistema de produção e em máquinas de última geração, não pode ter mão de obra despreparada.

No último dia 18, por exemplo, a Agência do Trabalhador ofereceu 107 vagas, 22 vagas para técnico em Enfermagem, 15 para motorista de ônibus e 10 para operador de telemarketing. Entre os três maiores geradores de emprego, o ensino fundamental completo é a escolaridade mínima aceitável, mas a maioria exige o ensino médio e um curso profissionalizante ou capacitação.

"Boa parte das vagas do setor de serviços são abertas no setor operacional, mas os clientes modernizaram as empresas e procuram pessoas que se adaptem", analisa a consultora de Recursos Humanos Sandra Guermandi. Ou seja, sai na frente quem tem maior escolaridade.

Enquanto os setores da indústria, construção civil e agronegócio amargam saldos negativos, buscar capacitação aumenta as chances do trabalhador. "As primeiras séries do fundamental são o mínimo, quem tem três anos de estudo ou menos tem poucas chances", enfatiza.

Por outro lado, a falta de postura deixa muitos "super"candidatos para trás. O currículo é impecável, a inteligência e o desempenho bem acima da média, mas se a pessoa não sabe interagir e não tem inteligência emocional o mercado a rejeita.

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