O coaching, grosso modo, significa uma atividade de formação pessoal em que um instrutor, o coach, ajuda o cliente, o coachee, a evoluir em alguma área da vida. Os âmbitos emocional, financeiro e escolar são alguns dos que podem ser trabalhados isoladamente, mas há profissionais que preferem englobar todos eles no processo.

A master coach Marcia Rafael, de Maringá, trabalha com um tipo de coaching designado como Integral Sistêmico. "Nesse processo integramos a razão e a emoção. Somos mais emoção que razão, então, se o emocional não estiver equilibrado, fazemos coisas que não trazem o resultado esperado", explica.

Para ela, não adianta trabalhar só as questão financeira, por exemplo, se o relacionamento conjugal não vai bem.

Considerado isso, o coaching realizado por Marcia começa com um teste que em que o cliente se autoavalia em onze quesitos: emocional; espiritual; parentes; conjugal; filhos; social; saúde; servir; intelectual; financeiro; profissional.

Esse tipo de estratégia deve agradar a quem gosta de resultados palpáveis. É que a coach leva o cliente a refletir sobre cada uma dessas áreas, considerando pontos positivos e negativos para a atribuição de uma nota. Distribuídas tais notas em um círculo, ao final é possível verificar, no papel, se essas áreas estão em harmonia. Marcia reitera que esse é um método de trabalho praticado por ela, não necessariamente por outros profissionais.

Autoavaliação

Durante a sessão, o cliente acaba descobrindo qualidades e defeitos que não imaginava. Após propor o exercício de autoavaliação para a profissional, submeti-me ao teste e me autoavaliei nas áreas: profissional; servir; e espiritual. No teste (feito em uma tarde da semana passada, no escritório da coach, no Centro de Maringá), descobri que não sou tão atenta à saúde, já que não realizo check-up há anos e não pratico atividades físicas regularmente. Outro ponto negativo descoberto foi a desorganização, o que impede a conquista de alguns objetivos e sonhos. A amostra do serviço de coaching me ajudou a pensar estrategicamente. Ao final da sessão, a diretriz mudou de "fazer muito" para "fazer de forma planejada".

Um outro tipo de teste nesse tipo de coaching pode incomodar quem rejeita fundos musicais e encorajamento. Para quem gosta ou quer experimentar, essa parte da sessão tem trilha baixinha, orientação da coach para guiar os pensamentos e o uso de palavras-chave para ajudar a estimular a imaginação, bem como indicação de olhos fechados e respiração pausada: inspirando pelo nariz e expirando pela boca.

O objetivo é que o cliente foque em um sonho que deseja realizar e sinta como se estivesse realizando. Isso pode ajudar a ter mais claro o sonho e, assim, a traçar metas para alcançá-lo. Vale destacar que um processo completo do coaching conta com mais de uma sessão. O oferecido por Marcia, por exemplo, tem doze sessões. "Uma cliente chegou com um problema. Depois de seis meses, tinha se tornado empreendedora", afirma.

Mais do que uma orientação que ajuda o cliente a descobrir o que precisa fazer, o coaching completo propõe atividades que ajudam o cliente a colocar em prática o que planeja em razão das sessões. Com o hábito, pode manter-se equilibrado por prazo indeterminado.

Antes de escolher um coach, vale a pena recorrer à velha e boa recomendação. "Ninguém vai ao médico sem pedir uma indicação. Pergunte para quem já foi, sobre o estilo do coach e sobre os resultados antes de decidir", orienta Marcia.

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