Vagas de fim de ano representam boas chances de conseguir renda extra e, quem sabe, um trabalho permanente. A projeção, segundo o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), é que 166 empregos temporários sejam gerados só no comércio, 43 a mais que no fim de 2016.

Vânia Garcia, de 39 anos, já garantiu a vaga dela. Foi chamada há poucos dias em um empório de bebidas, onde o movimento chega a quadruplicar em fim de ano, para fazer laços e cestas. O trabalho vai durar um mês e 20 dias.

"Trabalhei nessa empresa no ano passado, quando estava recebendo seguro-desemprego. Gostei e me candidatei de novo. Tenho outros compromissos, mas é um dinheiro bem-vindo. Posso fazer meio período", diz Vânia, que, desta vez, também ficou responsável por ensinar o ofício a novatos.

Segundo a analista de Recursos Humanos do empório, Nátali Bárbara da Silva, até o fim do ano será preciso contratar, no total, entre 15 e 20 pessoas, que serão distribuídas entre as três unidades. Uma delas mudará da Avenida Brasil para a Rio Branco antes de dezembro, e, no novo espaço, haverá chances de efetivação. "Na parte de atendimento vamos precisar. Ficará com a vaga quem se sair melhor", reforça Nátali.

Em uma loja de variedades no Centro, a efetivação de trabalhadores contratados para o fim do ano é praticamente certa. Duas vagas já foram preenchidas e há outras quatro para operador de caixa, repositor e auxiliares.

"Estamos contratando para ajudar no fim do ano, mas as vagas são definitivas. Estamos verificando se a pessoa tem experiência, habilidades, pedindo carta de referência", conta o subgerente Everson Oliveira.

Para garantir o emprego, basta dedicação. "Geralmente fica quem gosta do que faz, não aquele que só trabalha para pagar conta", pontua.

Mas não é todo o comércio que está com as expectativas tão altas. Em uma loja de acessórios, a equipe, de 30 pessoas, será aumentada em 10% somente se o movimento surpreender.

"Abriremos vagas só se precisarmos mesmo. E mais perto do Natal. A chance de o temporário permanecer é menor, porque já temos um quadro bem completo", comenta a gerente geral Ana Toniol.

O momento também é de cautela em uma fábrica de panificação de Maringá. Os pedidos de panetone por enquanto não exigiram um aumento do efetivo, hoje de 85 colaboradores.

Segundo a gerente administrativa Márcia Cardoso, se a demanda crescer nas próximas semanas, será preciso abrir uma equipe com quatro pessoas. Caso contrário, a empresa fará esquema de revezamento para atender o necessário, como fez no ano passado.

 

Foto: JC Fragoso/O Diário
Vânia Oliveira conseguiu colocação na empresa onde trabalhou em 2016

 

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