A analista em Recursos Humanos, Eniceia Silva, diz que, seja qual for a pergunta da entrevista, a sinceridade conta pontos para o candidato. As perguntas têm um objetivo e ao respondê-las intuitivamente o candidato tem mais chances de sair bem, por outro lado é importante refletir para responder de forma efetiva. As pessoas não param muito para pensar nos motivos que as levam a procurar certa empresa e essa falta de reflexão pode gerar descontentamento futuro fazendo o profissional migrar de um lugar para outro.

Analisar a descrição do anúncio da vaga, pesquisar sobre a empresa e relacionar suas habilidades e experiências de acordo com a necessidade do empregador ajuda a responder porque a empresa deve contratá-lo. "No caso de estagiário ou primeiro emprego, a melhor estrategia é focar no conhecimento e nas características típicas de estudantes (criatividade, interesse em aprender, etc)", orienta a analista Daniela Zanuto.

E para quem precisa responder sobre os próprios defeitos, as analistas dizem que é bom evitar os clichês no processo seletivo: "sou muito dedicado ao trabalho; me considero um workholic; meu defeito é ser perfeccionista". O recrutador quer conhecer os pontos que ainda precisam ser desenvolvidos, investigar o nível de auto-conhecimento do candidato e entender se ele é aberto ao processo de feedback.

No fin da entrevista, o recrutador pergunta sobre os planos do candidato para os próximos cinco, dez anos. O propósito é verificar se há um alinhamento entre os objetivos do candidato e da empresa. Mostrar que tem um planejamento futuro e metas realistas é fundamental, incluir a empresa neles garante uma boa dianteira perante a concorrência.

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