Só em 2017, o mercado global de tecnologia M2M (comunicação máquina a máquina) movimentou cerca de US$ 86 bilhões, segundo estudo da Forbes. No Brasil, uma pesquisa da Frost&Sullivan indica que, até 2021, o M2M vai crescer a taxas em torno de 13,5% ao ano, chegando a cerca de US$ 258,8 milhões.

Em número de chips para o segmento M2M, a projeção mundial é de que até 2020 os embarques anuais desses equipamentos cheguem a 5,7 milhões, com taxa composta de crescimento anual superior a 16%, conforme a consultoria Berg Insight.

Neste contexto, a Berg inclui equipamentos e componentes para conexão de aparelhos M2M a redes de celular e, principalmente, para o mercado de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).

Falando-se só neste último, a Frost&Sullivan projeta que movimente em torno de US$ 3,29 bilhões até 2021, especialmente em se tratando de IoT para os setores de manufatura, em suas diversas verticais, e automotivo.
Números que atraem players de todo o mundo. No Brasil, a Parks, fabricante de equipamentos para Telecomunicações, é uma das que decidiu investir neste setor.

A companhia lançou um Mini Card Modem Wireless para aplicações Machine to Machine (M2M). O equipamento é desenvolvido com tecnologia nacional, integrado a um módulo 3G ou 4G da Sierra Wireless. O mercado-alvo são empresas que necessitem de comunicação máquina a máquina, bem como aplicações de Internet das Coisas em ambientes não cobertos por rede WiFi.

Mesmo em redes WiFi, o Mini Card Modem Wireless Parks provê sinal quando a rede principal cai. Mas o principal benefício está na tecnologia nacional utilizada no produto.

O gerente da unidade de EMS - Manufatura Eletrônica e IoT da Parks, Gino Damiani, explica que, tradicionalmente, usuários do Brasil importam o produto.

No caso do Mini Card Modem Wireless Parks, o produto é 100% industrializado no Brasil, sendo os módulos 3G/4G da Sierra fabricados em MG e o produto final industrializado na Parks em sua fábrica localizada em Cachoeirinha-RS.

"Isso traz benefícios e facilidades aos clientes, como a homologação da Anatel, nacionalização que torna o produto passível de PPB com redução custos de IPI melhorando o preço final do equipamento; além de redução nos custos de importação, que podem chega a 60% dos produtos fabricados no exterior e somente revendidos no Brasil", ressalta Damiani.

Ao contrário da maioria dos fornecedores deste segmento, a Parks não exige quantidade mínima de unidades para aceitar pedidos e efetuar a venda do produto.

Ainda conforme Damiani, a fabricação local da placa do Mini Card Modem Wireless Parks garante suporte especializado e dedicado ao cliente, prestado pela Parks e por profissionais do parceiro Sierra Wireless. Um diferencial em relação a concorrentes que vendem o produto 100% importado, pois para estes o suporte é 100% prestado pelo fabricante estrangeiro.

Com possibilidade de integração com modem Sierra 4G, a depender somente da infraestrutura para esta faixa de tecnologia, o Mini Card Modem Wireless Parks também pode vir em opções com ou sem GPS/GLONASS.

Na Parks, a meta que acompanha o lançamento desse Mini Card Modem Wireless é conservadora: 10 mil peças vendidas no primeiro ano de mercado da solução. Como o crescimento da área já começou na própria base de clientes da empresa, conquistando usuários como um gigante do setor agrícola, é bem provável que este objetivo seja superado.

"Estamos trazendo ao mercado uma solução genuína, com tecnologia 100% nacional aplicada, que traz consigo todos os benefícios de P&D próprio e fabricação local. Temos equipes de desenvolvimento, produção, venda e pós-venda muito qualificadas, o que nos dá segurança para garantir: nosso produto desponta como o diferencial brasileiro do segmento de mini cards wireless", finaliza Damiani.


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