O especialista Raul Colcher, membro sênior do IEEE e CEO da Questera (consultoria de gestão e estratégia tecnológica), indica que as áreas de saúde e finanças, ao lado de defesa e outras atividades governamentais, serão as maiores beneficiadas com avanços da cibersegurança. Em curto prazo, espera-se melhoria também na implementação de segurança em grandes networks industriais que usam a interconexão de equipamentos e processos de softwares - as chamadas "aplicações industriais 4.0".

Por conta da intensificação de ameaças aos sistemas digitais, porém, tanto em volume como sofisticação, a cibersegurança encara novas dificuldades. O especialista aponta que os principais desafios para a segurança digital em 2018 são:
• Desenvolver sistemas e medidas que sejam eficientes, preventivos e automatizados, sendo assim capazes de aumentar os custos e as dificuldades dos ciberataques, além de identificar e punir os criminosos que usam esta tecnologia.
• Ações conjuntas de governos para desencorajar e punir essas atividades criminosas que se tornam cada vez mais globalizadas. É um grande desafio para governos que já estão incorporando ferramentas tecnológicas em seus sistemas de defesa militar.
Para vencer estes desafios, Colcher aponta três inovações:
• Ferramentas para analisar dados científicos/analíticos ganham grande importância, justamente pela necessidade de adotar medidas que antecipem a segurança antes da ocorrência de ataques.
• Adotar técnicas específicas para implementar a capacidade de segurança de sensores e atuadores, na comunicação maquina a maquina, sem participação humana, ou da IoT, também será uma tendência importante.
• A proteção de dados será uma área de inovação vital, ao desenvolver tecnologias que identifiquem e desenvolvam processos mais eficientes, rápidos e inteligentes de criptografia/descriptografia.

Colcher prevê, ainda, que o blockchain terá grande impacto na segurança de todos os sistemas de aplicativos distribuídos, sobretudo nas áreas de finanças e saúde. Impacto semelhante terão as criptomoedas, que tornaram possível o blockchain e vem se tornando comuns em todos os tipos de transações financeiras. Sua massificação contribuirá para implementar novos padrões e regulações, que ajudarão na melhoria das técnicas de segurança, além de melhoras as práticas financeiras.

O especialista membro do IEEE destaca também que, mesmo que as novas tecnologias de segurança cibernética sejam introduzidas, em curto prazo a segurança cibernética pessoal e corporativa dependerão de aspectos comportamentais e boas práticas, para as quais informações e educação adequadas continuam a ser fundamentais.

IEEE é a maior organização mundial técnico-profissional dedicada a avanços tecnológicos para benefício da humanidade. Por meio das suas publicações altamente citadas, conferências, padrões de tecnologia e atividades profissionais e educacionais, IEEE é a voz de confiança numa ampla variedade de áreas da engenharia, desde sistemas aeroespaciais, computadores e telecomunicações até engenharia biomédica, energia elétrica e eletroeletrônica de consumo. Saiba mais em http://www.ieee.org.


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