Das cerca de 54 mil contratações para vagas temporárias de Páscoa previstas até abril, restam ainda aproximadamente 7 mil oportunidades, todas para trabalho no setor de comércio.

Os dados são de pesquisa encomendada pela Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt) e pelo Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de-Obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo (Sindeprestem) ao Centro Nacional de Modernização Empresarial (Cenam). O levantamento foi feito com empresas de trabalho temporário de todos os tamanhos – grandes, médios e pequenos – em todo o Brasil.

A maioria das vagas disponíveis já foi preenchida porque a contratação para a Páscoa segue tempos diferentes para a indústria (fabricação de produtos de chocolate) e para o comércio (venda no varejo). Para a primeira, as vagas são preenchidas a partir de setembro do ano anterior.

O comércio, que inicia as contratações mais tarde, já preencheu boa parte das vagas, restando ainda 7 mil oportunidades distribuídas pelo País. A remuneração pode variar entre R$ 1.100 a R$ 2.179, de acordo com a função. A maior parte dos contratos deverá ter duração acima de 91 dias e os demais menos de 30 dias.

Vander Morales, presidente do Sindeprestem e da Fenaserhtt, entende que a reforma trabalhista contribuiu para o aumento das contratações temporárias, 9% superiores às do ano passado. "Notamos na pesquisa que 37% das empresas especializadas em temporários para o mercado de trabalho perceberam aumento na procura por candidatos. Apenas 19% reportaram diminuição na demanda em relação a 2017."

Contratação

O recrutamento do trabalhador temporário deve ser feito por uma agência de serviços temporários e terceirizáveis. O empregado tem os mesmos direitos do funcionário contratado por prazo indeterminado. O salário deve ser equivalente ao de quem exerce a mesma função, a jornada diária é de oito horas, com no máximo duas horas extras, e deverá receber adicional noturno e repouso semanal remunerado.

O contrato inicial é de até três meses e pode ser renovado por mais três, até o limite de nove meses. No fim do contrato, o temporário deverá receber férias proporcionais, um terço da remuneração de férias e 13º salário proporcional. Se for dispensado antes do fim do contrato, terá direito à multa de 40% do FGTS. Mas não receberá aviso prévio.


OPORTUNIDADE. Data proporciona maior número de contratações no comércio varejista; vínculos podem ser renovados. — DIVULGAÇÃO


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