Os dados anunciados pelo IBGE sobre o mercado de trabalho no fim de março não são nada animadores. O desemprego voltou a crescer enquanto diminuiu o número de empregados com carteira de trabalho assinada, no trimestre dezembro de 2017 a fevereiro deste ano.

O nível do desemprego subiu 12,6% atingindo nada menos de 13,1 milhões de brasileiros, pelo que apontou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada a cada mês. No trimestre terminado em janeiro, o total de desempregados estava em 12,7 milhões.

O trabalho formal também apresentou resultados negativos: o universo de empregados com carteira assinada ficou em 33,1 milhões, com queda de 1,8%. De acordo com o IBGE esse é o menor nível desde que a série histórica foi iniciada em 2012.

Absorção

Resultados que não deixam de surpreender diante de uma economia que mostrou alguns sinais de recuperação e, portanto, com capacidade de absorver mais mão de obra. Mas segundo técnicos do Instituto, a alta da taxa de desemprego pode estar ligada à dispensa dos trabalhadores temporários que foram contratados para as festas de fim de ano. Portanto, muito mais ligada a um comportamento sazonal, sem indicar um aumento efetivo do desemprego. A conferir.

Dicas
Para quem está enfrentando as dificuldades por perder o emprego as dicas do especialista em educação financeira Uesley Lima podem ser bem úteis. As orientações são para que haja uma atitude positiva e pró-ativa. "Nada de desanimar, de ficar estagnado em casa, angustiado, esperando o emprego bater à porta". Vale mais acordar cedo, preparar e atualizar o currículo, percorrer agências de emprego, reativar a rede de contatos.

Para Lima, "indicação é uma das principais formas de contratação que as empresas utilizam". Por isso, ele orienta que o interessado pergunte a amigos e conhecidos se existem vagas disponíveis na empresa em que eles trabalham, entregue seu currículo e peçam indicação a eles.

Habilidades
Na fase do desemprego, o profissional deve explorar as habilidades individuais, sejam elas quais forem. Além de poder atuar em frentes diferentes, todo recurso que entrar será muito útil na cobertura de eventuais despesas

Aliás, há medidas a serem tomadas imediatamente na área financeira por quem está sem emprego. E a primeira delas, segundo o orientador financeiro, é o corte de despesas com itens supérfluos. Isso porque "é preciso adequar o dinheiro para um período de tempo sem ele, que pode ser longo".


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