MARINHO SALDANHA

PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) - D'Alessandro está atuando em uma nova posição. Recuado para o trio que dá sustentação à defesa, o gringo acredita que isso seja um crescimento na carreira. Correndo mais, com mais intensidade, ele se dispõe a permanecer por ali. Enquanto isso, evita tratar sobre renovação de contrato ou mesmo aposentadoria, prestes a completar 36 anos.

" A posição diferente nos últimos jogos, uma posição onde eu conheço quando jogava no pré-infantil no River, eu jogava ali, não tinha meia, depois passou a existir o meia, o articulador, o futebol vai evoluindo. E para mim é uma evolução pessoal, uma posição ofensiva e defensiva. É mais defensiva que a do meia e isso me obriga a correr e me doar mais. Estou à disposição para o treinador precisar, faço isso sem nenhum problema", disse.

Diferente do que precisava fazer quando articulador, D'Ale cobre avanços do adversário e precisa estar atento principalmente em funções defensivas. A troca de posição aconteceu a partir da lesão de Carlinhos e irá seguir sendo adotada pelo menos por enquanto.

"Esta função eu assisti muito futebol, e analisa muito o futebol. Hoje em dia analiso os outros jogos, gosto de ver, de seguir muitos jogadores. Sou um cara apaixonado por futebol. Meus amigos brincam quando a gente vai ficando mais velho vai recuando. Tem que estar preparado. Eu não esperava mas tem que star preparado para a mesma evolução no individual. Porque é uma posição onde é verdade ter que defender mais, fechar o espaço, tem que ficar junto do volante, do primeiro, não pode ficar desligado, ficar lá na frente porque mata os companheiros, tem que fechar o espaço. Tomo isso como mais um acréscimo na carreira no momento. E volto a repetir se o técnico precisar vou fazer. De repente em algum momento o rendimento não será o melhor", completou.

Com vínculo até o fim do ano, o gringo de 36 anos não quer falar de renovação. Ainda não é o momento ideal para isso, na avaliação dele. Até para não gerar qualquer interpretação errada.

"Sinceramente a partir da minha volta ao clube neste ano o que menos eu fiz com meu empresário foi fazer questão de renovar o contrato. Porque no futebol você passa por várias fases. Tem muitas vezes que a gente fala e opina muito de dinheiro, que eu ganho isso, aquilo, mandaram dois ou três embora para pagar meu contrato. Fiz questão de não renovar o contrato. Se eu tiver que renovar, se o clube quiser eu vou ficar. Mas não voltei pela grana, pelo contrato, foi pelo carinho que tenho pelo clube e para ajudar no momento difícil. O que menos queríamos era renovar agora porque seria injusto no momento do clube chegar no primeiro dia e sair na imprensa que renovei contrato. Eu não teria gostado. Gera diversa opiniões. Não queria isso. Só que se falasse na minha volta para ajudar no momento difícil. Se tiver que renovar mais lá na frente, o pessoal sabe do carinho que tenho e o que penso para o meu futuro", finalizou.

O Inter volta a campo na quarta-feira (22) às 19h30 para enfrentar o Ypiranga, em Erechim.

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