Inspirado em treinamentos militares, o crossfit se tornou moda em academias por todo o Brasil, com seus circuitos puxados e repletos de argolas, cordas, bolas pesadas, e a expectativa de queimar até 800 calorias em meia hora. De três anos para cá, uma versão soft e lúdica da modalidade avançou, e os adeptos são crianças e jovens de 3 a 17 anos.

O crossfit kids, nome oficial da categoria, parece uma grande gincana. “Ao contrário da versão para adultos, com a criança não focamos na carga de peso. Os exercícios enfatizam o controle motor e a postura”, afirma Fabiana Beltrame, coach de crossfit e sócia da Crossfit Four, de Florianópolis (SC), cujas aulas de “Crossfit Kids”, nome dados para a versão infantil da modalidade, inicia no sábado (02 /12).

A aula conta com aquecimento e, em seguida, vem parte técnica, em que o aluno aprende a subir na corda ou colocar os pés em uma argola. Aí, chega da vez da atividade do dia: um percurso com corrida, flexões, agachamentos e outros desafios que devem ser repetidos por um tempo predeterminado. “Tudo isso leva cerca de 30, 40 minutos. Depois fazemos o lado mais lúdico”, diz.

Evidências científicas indicam que o exercício é benéfico para a função cognitiva, o que significa que a adesão ao programa pode ter um impacto positivo no desempenho escolar das crianças. “A atividade tem foco em equilíbrio, agilidade, velocidade, potência, força, resistência muscular e cardiorrespiratória”, completa o educador físico Marlon Jacques. Segundo o profissional, o trabalho com crianças não visa à performance e é feito de maneira lúdica.

O programa crossfit foi criado na Califórnia, Estados Unidos, no ano 2000. É uma marca: as academias que usam o termo precisam pagar royalties à empresa americana. Os professores são credenciados pela mesma instituição.


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