Os brasileiros Cristian Ribera e Aline Rocha ficaram fora das finais das provas de esqui cross-country que disputaram no final da noite desta terça-feira (no horário de Brasília) pela Paralimpíada de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul.

Depois de ter feito história com um inédito sexto lugar para o Brasil em sua estreia na competição, no último sábado, Cristian, de apenas 15 anos, desta vez foi o 15º colocado na prova de sprint masculina, de 1,1km, na qual projetava avançar às semifinais. Já na versão feminina desta disputa, Aline Rocha foi apenas a 22ª mais rápida da fase classificatória.

Na disputa envolvendo o adolescente rondoniense, apenas os 12 mais rápidos entre os 36 que competiram passaram às semifinais. Entretanto, sob alta temperatura para os padrões de competições na neve - por volta de 16ºC -, ele não conseguiu exibir um bom desempenho, cometendo alguns erros durante o percurso, e acabou sendo eliminado.

Cristian cruzou a linha de chegada com o tempo de 3min17s36, pouco mais de dois segundos atrás do 12º colocado, o norte-americano Andrew Soule (3min15s27), que depois avançou à final e faturou o ouro. A prata ficou com bielo-russo Dzmitry Loban e o bronze com Daniel Cnossen, outro atleta dos Estados Unidos.

"A neve não ajudou. Tinha muito gelo porque hoje esquentou bastante e isso acabou influenciando. Cometi erros básicos, errei na posição do bastão e fiz alguns movimentos em falso, mas acredito que tive uma boa prova na medida do possível", afirmou Cristian, por meio de declarações reproduzidas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) nesta quarta-feira.

Para completar a sua frustração, o brasileiro ainda levou um tombo que provocou um sangramento no seu dedão esquerdo. "Estava na curva e raspei a mão o chão para não cair, mas faz parte", contou Cristian, que no último sábado ficou com um histórico sexto lugar para o Brasil na prova dos 15km. "A meta era o Top 10 no sprint também, mas faz parte do jogo. Ainda temos a prova de média distância (7.5km) e o revezamento pela frente", projetou.

Já na prova do sprint feminino, a paranaense Aline Rocha foi eliminada em uma disputa que contou com outras 24 competidoras na fase classificatória, que também dava 12 vagas nas semifinais. "Na prova de longa distância, no sábado, a neve estava fofa e, hoje, muito dura e com algumas poças de água. Tive dificuldade para fazer as curvas, os retornos e eu não tenho tanto controle, acabo derrapando bastante. Mas, considerando que sprint não é a minha prova principal, até que fui bem", analisou a brasileira, que terminou o percurso em 4min23s13.

O ouro desta prova ficou a norte-americana Oksana Masters, a prata com a alemã Andrea Eskau e o bronze com a russa Marta Zainullina, que compete como atleta neutra.

O esqui cross-country paralímpico conta com a participação de atletas com deficiências físicas e visuais. Dependendo da limitação física, o esquiador pode usar um sit-ski (uma cadeira equipada com um par de esquis), casos de Aline e de Cristian. Competidores com deficiência visual são auxiliados por um atleta-guia que os conduz por meio de um walkie-talkie.

Aline e Cristian voltarão a competir nesta edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno no próximo sábado, sendo que o Brasil disputa pela segunda vez em sua história deste grande evento. O outro representante do País na Coreia do Sul é o snowboarder André Cintra, que no último domingo estreou com um 10º lugar no snowboard cross.


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