Ninguém mais se surpreende quando vê no noticiário que mais um jamaicano conseguiu romper a barreira dos 10 segundos na prova de 100m, nem quando eles conseguem medalhas em provas de atletismo, como as Olimpíadas e os Mundiais. E já não é de hoje que a ciência tenta explicar, por exemplo, o motivo de os jamaicanos serem tão bons em provas de atletismo que demandam grande velocidade em um curto período de tempo.

Desde o começo dos anos 2000, tendo como precursora a cientista Kathryn North da Universidade de Sydney na Austrália (1), foi descoberto que muitos atletas de esportes que demandam fortes sprints e explosão muscular – como o atletismo, futebol e musculação -, tinham em seu DNA um gene capaz de produzir uma proteína chamada de “alfa-actinina-3” que atua diretamente na fibra muscular das pessoas portadoras desse gene, fazendo com que elas tenham, naturalmente, uma maior explosão muscular e capacidade de geração de força.

Ou seja, além das condições de treinamento, suplementação e alimentação adequadas, certas pessoas com perfis genéticos favoráveis tendem a serem mais propensas aos esportes de alto rendimento.

Após a descoberta de Kathryn, a maioria dos estudos com esse perfil genético demonstrou uma relação entre a presença da proteína alfa-actinina-3 e a capacidade de geração de força muscular (2).

Para se ter uma ideia da importância do DNA no rendimento esportivo, dados indicam que 70% dos jamaicanos têm este gene presente em seu DNA e que produz uma proteína nas fibras dos músculos que os torna mais fortes e mais explosivos. Este, no entanto, é um percentual bastante elevada em relação ao resto do mundo (aproximadamente 20% da população caucasiana produz a mencionada proteína) (3).

Felizmente a tecnologia capaz de demonstrar a existência desse gene no DNA de uma pessoa se difundiu e está mais acessível do que nunca. Hoje, não é apenas os atletas de elite que podem ter acesso a esse exame, qualquer pessoa pode realizar o exame chamado “mapeamento genético” para descobrir a existência o gene responsável pela performance esportiva.

Além disso, médicos do esporte como o Dr. Rafael Angelim, membro do "The American College of Sports Medicine”, exaltam a importância da realização do exame de mapeamento genético para diagnosticar e embasar o melhor tratamento para uma pessoa que busca melhorar seu desempenho esportivo.

Website: http://drrafaelangelim.com.br/alto-rendimento-na-performance-esportiva-a-resposta-pode-estar-no-dna/


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