Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial brasileira teve uma elevação de 0,1% em julho quando comparada com o mês anterior. Na verdade, como reporta o empresário brasileiro Flavio Maluf, esse número ficou dentro das expectativas do mercado, pois os prognósticos dos analistas apontavam que o resultado da produção industrial de julho em relação a junho variaria entre -0,9% e 1,1%.

Com esse dado positivo, a indústria apresentou pela quinta vez seguida uma melhora em relação aos indicadores anteriores, sendo que, durante esse período, o crescimento total foi de 3,7%. No entanto, quando o número referente a julho é comparado com aquele apresentado no mesmo mês de 2015, há um decréscimo de 6,6% na produção. Quando são levados em consideração todos os dados dos últimos 12 meses, a produção industrial sofreu uma diminuição de 9,6%. Já os dados referentes a todo o ano de 2016 apontam uma queda acumulada de 8,7%.

O empresário Flavio Maluf destaca que, de acordo com alguns economistas ouvidos pelo Estadão, esse número não foi ainda melhor porque o setor de veículos e o farmacêutico apresentaram dados ruins. No entanto, essa pequena elevação já demostra que o mercado está mais confiante e que os números da indústria nacional devem seguir crescendo nos próximos meses. Contudo, a situação ainda não pode ser considerada boa, principalmente devido aos números negativos em relação à produção de bens de capital.

Em julho, esse setor da indústria apresentou retração de 2,7% em relação ao mês anterior. Já quando comparada com o mesmo mês de 2015, a produção da indústria de bens de capital teve uma queda de quase 12%. Contudo, os dados desse setor ficam ainda mais negativos quando são levados em consideração os últimos doze meses e apenas o ano de 2016, com quedas de 24,7% e 18,5%, respectivamente.

Os dados referentes aos bens de consumo também foram ruis, com diminuição de 1% em julho em relação ao mês anterior, noticia o executivo Flavio Maluf. Já na comparação com o mesmo período de 2015, a retração é de 8,3%. Paralelo a isso, os dados relativos aos bens duráveis apresentaram uma melhora de 3,3% em julho ante o mês anterior, sendo que, em relação a julho de 2015, houve uma queda de 16,2%.

Também existiu retração em relação aos bens semiduráveis e não duráveis, já que julho apresentou uma produção 1,9% menor que junho. Já no comparativo com o mesmo mês de 2015, o recuo desse setor foi de 6,3%. No entanto, os bens intermediários apresentaram resultados positivos em julho, com uma elevação de 1,6% em relação a junho. Mesmo assim, quando é comparado com o mesmo período de 2015, o setor ainda tem uma redução de 5%, sendo que, em relação a 2016 e aos últimos doze meses, houve uma diminuição de cerca de 8% em ambas as situações.

O executivo Flavio Maluf reporta ainda que, de acordo o IBGE, quase a metade de todos os ramos analisados apresentou dados positivos. Nesse sentido, os produtos alimentícios, com um aumento de 2%, a indústria extrativa, que teve elevação de 1,6%, os equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, que subiram 5,8%, e a indústria metalúrgica, que teve um aumento de 1,6% em sua produção, foram alguns dos principais responsáveis pela elevação de 0,1% na produção de toda a indústria brasileira em julho.

Já os ramos que apresentaram os piores números foram os produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-7,3%), os artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-6%), e os produtos do fumo (-15,1%). De um modo geral, embora o mercado ainda não esteja muito confiante, há esperanças de que, no segundo semestre de 2016, a produção industrial apresente uma boa recuperação, conclui o empresário Flavio Maluf.

Participe e comente