SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça do Rio de Janeiro acatou, na última sexta-feira (17), a denúncia feita pelo Ministério Público contra o irmão do goleiro Bruno Fernandes. A denúncia aponta Rodrigo Fernandes como um dos participantes do sequestro de Eliza Samudio, em 2009, quando ela ainda estava grávida.

Segundo o Tribunal de Justiça, a investigação, na época, concluiu que quatro homens participaram do crime, mas somente Bruno e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, haviam sido identificados. Agora foram denunciados também o irmão do jogador e Anderson Rocha da Silva, conhecido como Russo.

A investigação aponta que Eliza -que estava no quinto mês de gravidez- foi levada para o apartamento de Bruno, no Rio, onde foi ameaçada e forçada a tomar remédios abortivos. Apesar disso, ela deu à luz o filho com Bruno em fevereiro de 2010, quatro meses antes de ser assassinada.

Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte de Eliza, em 2013, mas foi solto no último dia 24. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), argumenta que o jogador não poderia seguir encarcerado com base em prisão preventiva -sem julgamento da apelação em segunda instância.

O irmão de Bruno também é suspeito de crimes no Piauí. Em setembro de 2015, ele foi preso por suspeita de estuprar uma adolescente em Teresina. Outros estupros também são atribuídos a ele.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, o Ministério Público chegou a solicitar arquivamento do inquérito que apurava o envolvimento de Rodrigo e Russo no sequestro de Eliza, mas o juiz Marco Couto, titular da 1ª Vara Criminal Regional de Jacarepaguá, entendeu que havia provas suficientes para o prosseguimento das investigações.

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