De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), o valor do leite recebido pelo produtor em abril apresentou aumento pelo terceiro mês consecutivo.

Segundo especialistas, o número foi resultado de um avanço da entressafra, responsável pela queda na produção geral das fazendas. Na média, (dos Estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA), o valor ficou em R$ 1,2584/litro, uma alta de 2,6 centavos/litro (ou de 2,1%) em relação ao mês de março.

A expectativa para todo o mês de maio é que os preços não subam de maneira expressiva, mesmo que o setor ainda esteja enfrentando uma oferta menor de matéria-prima. Afinal de contas, em comparação com abril de 2016, a alta do litro chegou a quase 10%. Quando comparado ao mês de março deste ano, o aumento é de 2,1%.

Representantes da Cepea dizem que “indústrias e laticínios continuam com dificuldades para repassar a valorização da matéria-prima para os derivados lácteos sem prejudicar as vendas.”

Quanto aos custos, vale destacar que os custos com mão de obra na pecuária leiteira apresentaram aumento de 3,6% em janeiro e fevereiro de 2017. É importante recordar, porém, que a média considera apenas os estados de GO, MG, SP, BA, PR, RS e SC.

O estudo, realizado pela Cepea com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ainda revela que a mão de obra se destaca como o segundo item que mais pesa no bolso do produtor de leite – um fator que torna essencial o uso de um sistema integrado de gestão para otimização de processos.

Os empreendedores do setor afirmam que o aumento dos gastos está relacionado ao reajuste no valor do salário mínimo. Além disso, ainda neste ano, são aguardados aumentos nos salários de diversas regiões do País, algo que irá manter os custos mais altos.

E mesmo com uma situação difícil, entidades do setor leiteiro do estado desejam incentivar a produção e o consumo do produto. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a intenção é que a produção aumente em 2% ainda neste ano.

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat) disse que o Rio Grande do Sul possui 35% de sua capacidade industrial ociosa. “Precisamos voltar a produção para nos transformarmos em um país exportador”.

De olho nessa mobilização, a tradicional feira para produtores Fenasul Expoleite irá apresentar novidades. Agora, o evento irá contar com a participação de consumidores, que terão a oportunidade de manter um contato mais pessoal com os empreendedores do setor leiteiro.

Dessa forma, os empresários do ramo devem buscar ferramentas para driblar a crise econômica, aumentar a produtividade e ainda evitar processos pouco eficientes. E entre as principais necessidades de uma companhia, está um sistema integrado de gestão do negócio.

Há mais de 15 anos no mercado, a Magistech ocupa lugar de destaque no segmento lácteo, contando com clientes distribuídos em todo o território nacional. As soluções oferecidas pela empresa incluem assessoria contábil, sistema integrado de gestão de custos, treinamentos, entre outros.

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