Uma associação fundada em 1917 após uma reunião entre um líder empresarial de Chicago, Melvin Jones, e grupos de empresários acabou se tornando a  Associação Internacional de Lions Clubes espalhadas por mais de 200 países e regiões geográficas do mundo e ocupando uma cadeira na Organização das Nações Unidas. No Brasil, a organização está organizada em regiões administrativas denominadas de “Múltiplos L”. O Paraná foi dividido em dois distritos múltiplos e os clubes de serviços de Maringá estão sediados no Distrito LD-6 de Lions Internacional.

A Associação Internacional foi declarada de utilidade pública pela Lei Federal 5.575 de 17 de dezembro de 1969 e hoje conta com cerca de 46 mil clubes em 212 países e possui, aproximadamente, 1.423.000 associados ao redor do planta.  Ao longo dos anos, destacou-se no auxílio a deficientes visuais, oferecendo-lhes serviços como coleta de alimentos, roupas e livros; programa de alfabetização; organização de exames de visão e audição; apoio nutricional para crianças desnutridas e outras ações.


Nos países, estados e cidades em situação mais precárias, os Lions Clubes construíram hospitais, centros infantis e orfanatos para atender crianças e população carentes. Em outubro de 2017, o movimento completou 100 anos com vasta programação de atividades em todo o planeta. No Brasil, a grande surpresa foi a homenagem que uma escola de samba do segundo grupo de S. Paulo, a Leandro de Itaquera, está fazendo no desfile de acesso ao primeiro clube na avenida neste carnaval de 2018. A escola quer subir ao primeiro grupo com o tema “Onde há Necessidade, há um Leão”, em referência ao sócio do movimento.

O tema teve como pano de fundo a comemoração dos 100 anos do Lions Clubes Internacional, considerada a maior dentre as organizações internacionais de clubes de serviço do mundo, voltada para serviços humanitários. O desenvolvimento do projeto foi realizado pelo carnavalesco Orlando Júnior, que fez sua última passagem pela vermelho e branco no ano de 2012 com um tema que também remetia a solidariedade. Se o tema cair no gosto do júri, a escola vai para o grupo principal em 2019.


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