A troca de estação é um convite à renovação das áreas verdes. Na natureza, as plantas respondem à chegada do outono, mas no ambiente doméstico é preciso dar uma mãozinha. Algumas precisam ser podadas, outras precisam trocar de lugar com espécies de temperaturas amenas, mas todas precisam de cuidados. A limpeza e uma boa inspeção ajudam a eliminar as pragas do jardim.

Quanto mais variedade de plantas, mais etapas de manutenção. Grama cortada, canteiros limpos, hora de trabalhar os arbustos e as árvores. Remover o excesso de galhos e folhas ajuda a planta a se renovar. Providenciar a adubação do solo e, no caso dos vasos, uma substituição parcial ou completa da terra ajuda a garantir que a planta receba todos os nutrientes.

Cada espécie tem um modo certo de poda e um bom jardineiro sabe como cuidar das árvores, a suplementação também não será a mesma para todo o jardim, deve ser feita conforme o tipo de planta e de solo.

Engenheira agrônoma por formação, mestre em Bioenergia, paisagista e artista floral, Karla Meneguetti Blanco é a responsável técnica para criação de projetos paisagísticos e implantação de jardins da Manejo Jardins e Áreas Verdes. A chegada do outono, segundo ela, pede uma reavaliação nos jardins sazonais e algumas plantas podem ser substituídas por espécies mais adaptadas às mudanças climáticas.

De acordo com Karla, plantas floríferas da época são amor-perfeito, boca-de-leão, columéia, cravo; arbustos como camélia, azaleia, leucofilum, viburno, jasmim-dos-poetas; árvores como pata-de-vaca, quaresmeira, escova de garrafa, caliandra, manacá da serra entre outros.

Exclusivos

Área com muito sol, como os jardins de telhado ou condomínio, ou áreas com muito vento, como as varandas e sacadas, podem ter um jardim planejado especialmente para resistir à essas condições. A especialista explica que muitas espécies podem ser cultivadas nesse ambiente, mas há uma exigência maior em relação à frequência de regas para que o jardim funcione.

Para quem não tem disponibilidade e tempo para manter os cuidados básicos, há um leque de espécies mais fáceis de cuidar. Algumas dessas plantas acumulam água em suas estruturas para se desenvolverem no ambiente árido, assim também garantem economia de água. Nessa lista entram alguns tipos de cactos, suculentas, agaves e arbustos.

Para a composição de um jardim para espaços com muito vento como terraços e sacadas, as espécies que melhor se adaptam são a pleomeli, léia-rubra, palmeira fênix, beocarnia, dracena arbórea, beaucarnea, clúsia e cyca revoluta.

É importante ter ajuda de um profissional porque ele considera o clima, solo e seleciona as espécies ornamentais combinando esses fatores.


HARMONIA. Para terraços e sacadas, algumas espécies se adaptam melhor, incluindo a pleomeli e léia-rubra. —FOTO: DIVULGAÇÃO

Esculturas verdes que embelezam

Os telhados verdes vieram para ficar e, junto com a popularização deles, surgiram técnicas e equipamentos que deram versatilidade aos projetos. Hoje estruturas específicas possibilitam o desenvolvimento de determinadas espécies que não se limitam a cactos e suculentas. Jardins para sacadas e pequenos espaços também não estão mais limitados a essas espécies.

"Conseguimos desenvolver verdadeiras esculturas verdes com jardins verticais de diferentes estruturas e vasos até com frutíferas. Claro, tudo depende do ambiente que precisa ser, criteriosamente, avaliado pelo engenheiro agrônomo antes de definir a recomendação", enfatiza a consultora Karla Meneghetti Blanco.

Algumas vezes as pessoas tentam projetar sozinhas e conseguem, mas a maioria tropeça e enfrenta problemas com o jardim. Segundo Karla, os erros mais comuns são em relação à utilização de plantas em ambientes as quais não são adaptadas, por exemplo, uma planta de sombra, cultivada em ambiente a pleno sol. Conhecer a planta, a fisiologia da espécie e como ela se comporta em relação à sombra, vento, sol e necessidade de água, é imprescindível para acertar na composição.

Participe e comente