Informação sobre como separar materiais recicláveis em casa ou no apartamento está disponível para quem quiser. Escolas, poder público e síndicos mobilizam a comunidade, mas a atitude individual é o que faz realmente a diferença.

Reciclar dá trabalho sim, ocupa tempo, espaço e implica em mudança de atitude. Em uma família de quatro pessoas, em um pequeno apartamento, por exemplo, ter várias lixeiras pode ser difícil, mas isso não quer dizer que não existe solução. Recolher resíduos com maior frequência ou separar o material apenas entre úmido e seco, já basta.

Para o administrador de condomínios Rhoger Martim Rodrigues Silva, a boa vontade e o interesse dos moradores são essenciais. Separar lixo dá trabalho, não dá lucro, mas protege o planeta e o futuro.

No condomínio Brisas do Ingá Residence Club a reciclagem funciona. A população de moradores é heterogênea: estudantes, famílias, idosos sozinhos, mas as 100 unidades colaboram. A síndica mantém o processo organizado e uma equipe de zeladoria bema finada faz o resto.

Simone Franzoi agradece o elogio e diz que nem precisou fazer uma campanha, bastou instruir os moradores. "É uma questão cultural. Minha filha de 5 anos, por exemplo, faz separação todo o dia na escola. Então, para ela é natural. Aqui todo mundo participa, pela mesma razão", diz.

O sistema do Brisas é simples. O morador separa o lixo orgânico do resíduo seco, depois um funcionário da zeladoria separa vidro, papel e plástico. E deixa tudo no lugar certo.

Rogher quer levar a experiência para outro condomínio, dessa vez com 392 unidades. Oito contêineres já foram instalados: agora, é só cada um fazer a sua parte.

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