Atraindo os olhares de quem pensa em investir, os fundos imobiliários apresentaram valorização de 32,3% em 2016 (segundo o indicador do desempenho médio das cotações dos fundos na bolsa) mesmo com a crise, que freou muita gente interessada. Mas com as sucessivas quedas da taxa básica de juros da economia, a Selic, a esperança é que este seja um bom ano.

Antes de colocar o dinheiro nesse tipo de investimento, no entanto, é preciso conhecer o funcionamento dos fundos imobiliários e os riscos. Um deles, é que os fundos imobiliários são renda variável, cujo risco é considerado pelo mercado como moderado.

Elisa Mendes Nejnek Sala, da corretora de títulos e valores mobiliários Futura, explica que os fundos imobiliários são formados por grupos de investidores, por cotas fechada, com negociações na bolsa de valores.

Muitos dos fundos formados são geridos, de acordo com ela por grandes empresas, a exemplo de bancos nacionais e internacionais . "Alguns são geridos por grupos altamente especializados, com ex-presidentes do Banco Central e CEOs de grandes empresas", diz.

Segundo Elisa, a rentabilidade pode vir de duas formas: pela valorização das cotas que têm incidência de Imposto de Renda, e pela rentabilidade do fundo que é isento de Imposto de Renda para pessoa física. "O rendimento dos fundos imobiliários vêm de grandes prédios comerciais, aluguéis de salas em shoppings, galerias, hospitais, vendas de salas comerciais e apartamentos. A rentabilidade vem das vendas de imóveis e aluguéis", esclarece.

O percentual de retorno é variado. Há grandes fundos que têm rentabilidade acima de 100% ao ano, cuja aplicação mínima inicial é de R$ 25 mil. Mas, as cotas de alguns fundos parte de R$ 2 por cota a R$ 5 mil.

De acordo com Elisa, na média, bons fundos rendem dentre 15% e 30% ao ano. Porém, ela ressalta que existem aqueles com taxas negativas, por isso, é preciso estar atento na hora de escolher. Também estão entre os riscos a vacância dos imóveis, a inadimplência dos aluguéis e a desvalorização dos imóveis em determinadas regiões.

"O ideal é pesquisar quais são os fundos com boas remunerações e, principalmente, observas as taxas cobradas", orienta.

O primeiro passo para quem deseja investir nos fundos imobiliários é procurar uma corretora ou banco que ofereça o serviço. Por meio de corretora, é necessário preencher um cadastro, tendo em mãos documentos pessoais, copia de Imposto de Renda, e comprovante de endereço atualizado.

Dentre as vantagens de se optar pelos fundos imobiliários, Elisa destaca a gestão realizada por especialistas, isenção de Imposto de Renda e tornar-se proprietário de imóveis sem se preocupar com a gerência deles. A desvantagem apontada por ela é a falta de liquidez na bolsa. "Existe a possibilidade de o investidor precisar do dinheiro investido e não conseguir vender no dia desejado".

Os custos são a corretagem, que é a taxa que a corretora cobra pela execução de compra de venda da cota. O valor varia de corretora para corretora, mas em geral é baixa, segundo Elisa.

Também existe a Taxa de Performance. "Todo fundo imobiliário tem um regulamento, como exemplo, determinado fundo cobra taxa de performance de 20%, caso o fundo ultrapasse 100% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), ou seja, essa taxa é cobrada pelo excedente da valorização que o fundo oferece. Esta taxa varia entre 10% e 20%", explica Elisa.

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