O preço de venda dos imóveis residenciais e comerciais usados e de terrenos para venda em Maringá apresentou valorização de até 12,27% ao ano desde 2012, no caso das casas para fins comerciais. Os dados constam do levantamento do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), do Sistema Secovi.

O valor médio do metro quadrado de imóveis comerciais valorizou 8,47% ao ano, enquanto o dos imóveis residenciais cresceu 6,12% ao ano, desde 2012. Os terrenos valorizaram 9,9% ao ano no período. Já a poupança rendeu 7,4% ao ano desde 2012.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi), Alexandre Guimarães Nicolau, destaca que, nos últimos cinco anos, o mercado imobiliário foi impactado negativamente pela crise econômica, o que não tirou a atratividade para investimentos em imóvel.

"Em tempos de preços mais voláteis, abre-se espaço para a especulação. Mas, historicamente, imóvel sempre ganhou da inflação, além de ser uma boa forma de proteção do patrimônio", diz ele.

Na avaliação de Nicolau, é mais vantajoso aplicar um capital em um imóvel do que na poupança. Isso porque, se o imóvel for para locação, obtêm-se a valorização, o valor do aluguel e mais o percentual do índice de correção do aluguel, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

A desvantagem dos imóveis em relação à poupança, de acordo com ele, é a liquidez. Com relação a outros fundos de investimentos que pagam mais que a valorização imobiliária e a poupança, ele reforça a vantagem da segurança do patrimônio frente às maiores taxas de retorno de outros fundos, mas que oferecem maiores riscos.

Entre imóveis comerciais e residenciais, Nicolau destaca que os comerciais adquirem valor agregado quanto maior for o tempo que passam locados, diferentemente dos residenciais. Por essa razão, a preferência é por investimentos em imóveis comerciais, na avaliação dele.

Para o diretor do Sindicato da Indústria da Construção do Noroeste do Paraná (Sinduscon), Leonardo Fabian, casas para fins comerciais valorizaram mais porque há uma quantidade reduzida desse tipo de imóvel, e o processo que leva uma rua ou avenida passar a ter características comerciais é lento.

Com relação aos imóveis comerciais, os menores e mais novos costumam dar mais retorno. Fabian explica que, em casos em que o aluguel rende muito pouco, a exemplo de 0,1% do valor de um imóvel, quando 0,5% é considerado um bom percentual, é mais vantajoso vender e fazer novos investimentos. Ele destaca, no entanto, que é preciso contar com uma boa avaliação para colocar à venda pelo real valor de mercado, senão a espera pela comercialização pode gerar perda de tempo e dinheiro.

Quanto aos imóveis residenciais, Fabian ressalta que imóveis mais novos e menores, além de bem localizados, têm o metro quadrado mais valioso e costuma gerar bom percentual de aluguel, diferente dos grandes e antigos.

A maior valorização de imóveis menores reflete, segundo ele, uma tendência de mercado observada nos últimos 20 anos. As famílias estão morando em apartamentos menores, mas em condomínios que contam com mais opções na área comum.

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