É só assoviar que Snow voa para o ombro de seu dono, o empresário André Conde Biciato. A coruja, exemplar macho de uma espécie conhecida como suindara, foi comprada ainda bebê. Biciato, que sempre teve desejo de ter um bicho diferente, encontrou um criadouro autorizado em Uberlândia (MG). Para receber o bicho, precisou montar um viveiro, com espaço para voo. "Aves de rapina precisam voar, senão as asas atrofiam. Ele fica no viveiro e também dentro de casa",diz.

Também foi necessário planejar a alimentação. "Filhote come entre quatro e seis ratinhos por dia. O adulto come menos, mas, mesmo assim, dá muito trabalho criar (os ratos). Aí decidi comprar os ratos", conta Biciato. O gasto pode chegar a R$ 1 mil por mês.

Sonhando ter uma cobra desde criança, Lúcia Helena Lourenço também realizou o desejo. Ela é tutora de uma píton albina. "Sempre quis colocar o nome de Ágatha. Na luta contra o câncer, conheci a serpente já com esse nome.Pensei: é minha", relata. O ex-dono , hoje amigo da família, fez a transferência do réptil.

Lúcia teve de preparar um terrário para a serpente, que pode chegar a quatro metros, 160 quilos e 30 anos. Também precisa oferecer alimentação adequada: de três a quatro lebres a cada 50 dias.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para ter um animal exótico, que é aquele que não faz parte da fauna da região, a exemplo da píton albina, é preciso comprar de um criadouro autorizado e atender às recomendações de criação. O animal deve ter microchip ou anilha. No caso da coruja suindara, a espécie nativa do Brasil, mas a comercialização é autorizada para a perpetuação da espécie.

A professora do curso de medicina veterinária da Unicesumar, Jussara Leonardo, explica que se o animal não tiver espaço e alimentação adequados ele pode ter problemas de pele, pena, nos olhos e locomoção, entre outros. Por isso é preciso o acompanhamento de um veterinário especialista. "Geralmente, a maioria adoece por espaço físico inadequado, como poleiro fino ou local apertado ou excesso de guloseimas".

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