O último trimestre sinaliza tendências do mercado imobiliário que deram certo e abre caminho para as novidades. Entre 2016 e 2017, Maringá se manteve bastante estável nos segmentos de vendas e de locação. Por conta disso, a estratégia das construtoras foi lançar empreendimentos direcionados a públicos específicos. Os modelos condomínio-clube e plantas flexíveis continuaram em alta. Enquanto isso, emergiram novos tipos de imóveis que enfatizam a tecnologia, a harmonização com o espaço e a preservação ambiental.

A Pedro Granado Imóveis, por exemplo, resgatou a ideia de bairro planejado com paisagismo e infraestrutura. O modelo do Jardim Munique lembra o estilo norte-americano do pós-Guerra com um projeto que leva aos moradores um pouco do estilo de vida do condomínio fechado, paisagismo, além de infraestrutura de comércio e serviços localizada em uma área centralizada. Assim, o morador tem maior privacidade e sossego na rua de casa, pode encontrar amigos e vizinhos em áreas planejadas para a sociabilização, usar a ciclovia e fazer caminhadas. Os pontos de comércio ficam próximos uns dos outros, facilitando a logística e atraindo clientes de outras regiões.

"Nós incrementamos o projeto e a relação custo-benefício compensa. O loteamento não foi entregue ainda, mas as pessoas já estão usando os espaços comuns. O maringaense precisa desse nível de conforto e qualidade de vida", comenta Téo Granado, diretor comercial da Pedro Granado Imóveis.

Em relação aos condomínios verticais (prédios de apartamentos), o diretor comercial da empresa destaca a inovação como ponto-chave. "Lançamos com sucesso o Seven Residence porque fugimos do convencional e priorizamos a tecnologia e o padrão de qualidade em lugar da metragem", afirma. Para 2018 virão projetos ainda mais ousados, e Téo adianta que eles serão "inspirados em cidades modernas, como Dubai e Miami".

Eficientes

Apartamento compacto e moderno, com áreas de lazer pensadas para atender um certo perfil de cliente, foi a aposta certeira da construtora Plaenge. Priorizando localização e funcionalidade, as plantas encolheram e receberam infraestrutura complementar nas áreas comuns ao estilo internacional: lavanderia comunitária, áreas de lazer para adolescentes com jogos eletrônicos e de realidade aumentada, entre outros.

As unidades residenciais ficaram menores, mas a estrutura de lazer faz a compensação oferecendo local apropriado para receber parentes e amigos em diferentes situações. Construídos com alto padrão de acabamento, os apartamentos dispõem de espaços que atendem pessoas solteiras ou casais, a exemplo da lavanderia, área de coworking e até salão de pôquer.

"Hoje, as pessoas raramente visitam o apartamento dos amigos porque não há necessidade. Elas são recebidas para um almoço no espaço gourmet ou no salão de festas. A privacidade fica assegurada no apartamento compacto de 45 a 65 metros quadrados", enfatiza o gerente regional da Plaenge em Maringá.

A construtora também investiu e continuará investindo em projetos que priorizam valores como mobilidade urbana e sustentabilidade. Novos conceitos foram adotados para o bicicletário, circulação e paisagismo. Fabian afirma que a tendência das construtoras é pensar cada vez mais em moradias compactas e funcionais, tanto na unidade residencial quanto em áreas comuns de convivência ou de serviços.

Próximos projetos

O que deve reger os próximos projetos das construtoras que se mostram antenadas no mercado é o perfil de cada cliente. Ao mesmo tempo em que se fala de automação e alta tecnologia, a arquitetura resgata o conforto emocional dos moradores. No design, revestimentos naturais, orgânicos e elementos de linhas retas estão em alta.
A substituição do luxo rebuscado pelo natural resgata pisos antiderrapantes, madeira, pedras e a sensação de integração com o mundo natural.

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