Os preços dos imóveis parecem ter batido o fundo do poço e ensaiam agora uma recuperação. Quem pretende pegar uma carona na valorização de casas, apês ou terrenos e ganhar com a evolução do mercado deve então acompanhar o movimento com muita atenção. Segundo o vice-presidente do Secovi-SP (sindicato da habitação), Emilio Kallas, "o setor imobiliário está superando uma das piores crises da sua história, que causou redução da atividade imobiliária e econômica".

Em agosto, o mercado ofereceu maior diversificação de produtos, diferentes dos de dois dormitórios, em diversas regiões e preços variados. "Esses empreendimentos mostraram aderência à demanda, e o bom desempenho das vendas pode ser explicado por um conjunto de aspectos favoráveis", afirma Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing da entidade. Um dos principais fatores, segundo ele, é a trajetória de queda da Selic, que acaba se constituindo em forte estímulo para que haja uma diversificação dos investimentos.

À medida que os principais indicadores da economia melhoram, aumenta a confiança do cliente para decidir pela compra do imóvel e dos empresários para colocarem produtos no mercado. Os sinais de recuperação econômica e, por tabela, do emprego também permitem apostar em uma escalada gradual e consistente do setor imobiliário. Para especialistas da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, Abecip, a regra é clara: quanto mais pessoas estiverem empregadas, maiores as condições de elas conseguirem crédito e adquirir um imóvel. Para eles a recuperação desse segmento deve acontecer de modo efetivo no ano que vem.

Tudo isso para dizer que quem pretender investir em imóveis deve saber que os preços neste momento podem ser considerados bem atraentes. É claro que tudo vai depender da condução das reformas necessárias, do compromisso do governo em reduzir o déficit das suas contas e de que nada mais desestabilizador apareça no front político.

Participe e comente