O ano começou com novidades no crédito habitacional da Caixa Econômica Federal.

Desde 2 de janeiro, a Caixa retomou a modalidade de financiamento imobiliário Pró-Cotista, suspensa desde o primeiro semestre de 2017, e aumentou de 50% para 70% o valor do teto de empréstimo para a compra de imóveis usados.

A elevação do limite de financiamento para a aquisição de usados vale apenas para os contratos com cláusula de reajuste pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), em que o valor das prestações, mais elevado no início, vai ficando menor ao longo do contrato. O teto de empréstimo para a compra de novo permanece 80% do valor do imóvel.

O crédito imobiliário Pró-Cotista usa os recursos do FGTS para financiar a aquisição de casa própria pelo trabalhador que tem conta vinculada do fundo. É a modalidade de financiamento mais barata, depois do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A taxa de juros varia de 7,85% ao ano, para clientes com débito em conta ou com conta-salário na Caixa, a 8,85%.

A torcida é que a Caixa mantenha a linha.

A expectativa é que o estoque de R$ 4 bilhões de financiamento previsto para liberação este ano na linha Pró-Cotista, volume inferior ao de R$ 6,1 bilhões de 2017, seja ampliado ao longo do ano eleitoral. Na última quinta-feira, o presidente Michel Temer autorizou o uso de R$ 15 bilhões adicionais dos recursos do FGTS, do qual a Caixa é gestora, para ampliar a oferta de crédito imobiliário.

Prazo maior para uso de FGTS em prestação atrasada.

O mutuário do SFH que estiver com as prestações da casa própria em atraso terá tempo até 31 de dezembro para quitar a dívida usando o dinheiro depositado em sua conta do FGTS. O prazo anterior venceu em dezembro passado.

A regra para a quitação é a mesma de quem usa os recursos do fundo para o abatimento regular mensal das prestações. É permitida a utilização para liquidar até 80% da dívida em atraso. A parcela restante de 20% deve ser paga com recursos próprios do mutuário. O uso do FGTS para essa finalidade está limitado ao pagamento de 12 prestações em atraso.

A liberação é possível apenas para o mutuário do SFH que tem depósitos mensais na conta vinculada do FGTS há pelo menos três anos.

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