Dois carros, uma moto e agora um apartamento. A comerciante e moradora de Maringá Solange Cristina Santos, de 39 anos, adquiriu todos esses bens por meio de consórcios. "É um excelente investimento para quem pode se programar e não tem pressa de adquirir o bem", recomenda.

Muitos brasileiros têm optado pela modalidade. Pesquisa da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) mostra que o potencial de participação da modalidade para aquisição de imóveis de janeiro a setembro foi de 29,1%. O percentual indica que um a cada três imóveis foram financiados no País pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o Sistema de Consórcios.

O Paraná se destaca, sendo o estado onde mais se comprou imóveis por meio de consórcio no período. O percentual de potencial participação é de 43%, superior às médias de todas as regiões e ainda mais alta que a média nacional, de 29,1%. Em segundo lugar ficou o Rio Grande do Sul, com 35,6%, e depois São Paulo, com 30,7%. Impulsionada pelos bons resultados do Paraná e Rio Grande do Sul, a média regional do Sul foi de 36,8%.

O vice-presidente para assuntos imobiliários da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Claudiomar Sandri, explica que o consórcio ganha muitos adeptos em razão das vantagens que oferece. Além da carta de crédito, a pessoa tem de pagar uma taxa administrativa, muito menor em comparação com os juros cobrados por financiamentos.

Ele acredita que o Paraná é líder no Brasil em aquisição de imóveis nessa modalidade em razão do desenvolvimento acentuado da economia. "O Estado tem mais estrutura, é mais estabilizado economicamente, e Maringá é uma região polo, crescente, com mercado imobiliário forte."

Os consorciados têm a finalidade da casa própria, locais para atividades profissionais e empresariais ou até mesmo rendimentos para a aposentadoria. Na Sicredi União PR/SP, o consórcio de imóveis é mais procurado para aquisição de residência, construção de imóvel e compra de terrenos urbanos e rurais.

Comparando o ano de 2017 com 2016, a Sicredi apresentou um crescimento de 31% nos valores de vendas de consórcio imobiliário, com 33% de crescimento no total de cotas vendidas, o que proporcionou aumento de 25% no total da carteira de créditos de consórcio de imóveis da cooperativa.

"O consórcio de imóveis disparou com a crise econômica. Os brasileiros passaram a optar pela modalidade por conta de restrições de crédito, juros e valores de entrada elevados de financiamentos bancários e por não terem o dinheiro para comprar à vista", analisa a assessora de consórcio da Sicredi em Maringá, Tatiane da Silva.

Entenda

No consórcio, o consumidor compra uma carta de crédito e paga parcelas mensais. Para utilizar o crédito na compra do imóvel, o consorciado precisa ser contemplado, e a contemplação ocorre mensalmente, através de sorteio ou lance.

Para aqueles que querem antecipar a aquisição do bem, no caso de lance, o consorciado pode utilizar parte da sua própria carta de crédito para pagar esse lance.

É possível utilizar o FGTS para pagamento de lance, pagamento de parte das prestações e amortização de saldo devedor.


Participe e comente