O servidor público que procurar a Caixa Econômica Federal para financiar a compra de um imóvel usado já consegue descolar valor de empréstimo mais elevado na linha de crédito imobiliário do banco.

Desde 11 de junho, a Caixa aumentou de 70% para 80% o volume de financiamento concedido nos novos contratos para a compra de imóvel usado pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com recursos captados pela caderneta de poupança.

A ampliação do limite financiado reduz o volume de recursos que o candidato à compra de um imóvel usado precisa entregar ao banco como entrada. Em um imóvel com valor de avaliação de R$ 500 mil, a parcela financiada sobe de R$ 350 mil para R$ 400 mil e, consequentemente, a poupança exigida como entrada cai de R$ 150 mil para R$ 100 mil.

As taxas de juro nos financiamentos pelo SFH na Caixa variam de 9,00% ao ano a 10,50% e o prazo para o pagamento do empréstimo, de 120 meses (10 anos) a 420 meses (35 anos).

O presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, diz que a elevação do teto de financiamento é parte da estratégia do banco de beneficiar um segmento de clientes com baixa inadimplência e maior tempo de relacionamento com o banco (fidelização).

A estabilidade no emprego confere também aos servidores públicos vantagem em relação aos demais candidatos a um financiamento habitacional. Em geral, conseguem juros menores e condições mais favoráveis de crédito por apresentar menos risco de inadimplência.

Como o elevado nível de calote é considerado pelas instituições financeiras um dos principais itens que contribuem para tornar altos os juros dos empréstimos em geral, a redução desse risco, diante das características dos clientes da Caixa, deixaria o banco público relativamente confortável para cobrar juros mais baixos de seus clientes no financiamento habitacional

A mudança é também um mote da Caixa para atrair clientes e retomar a competitividade, perdida para bancos privados, no segmento de crédito imobiliário, depois que os agentes financeiros privados, com o banco Santander à frente, tomaram a dianteira na redução das taxas de juros dos empréstimos, enquanto a Caixa caminhava na contramão, reduzindo o limite do valor financiado para a compra de imóveis pelo SFH. A Caixa detém cerca de 70% do mercado de crédito imobiliário do País.

Faz parte da estratégia de recuperação de atuação nesse nicho outras mudanças adotadas pela Caixa no crédito imobiliário nos últimos meses. A recente ampliação do limite de financiamento segue-se a outra alteração, adotada em abril, que reduziu as taxas de juro cobradas nas linhas de financiamento pelo SFH.

As taxas mínimas em empréstimos com recursos da caderneta – que financiam a compra de imóveis de até R$ 950 mil nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal e de até R$ 800 mil nos demais Estados – recuaram de 10,25% ao ano para 9,00%.


VANTAGEM. Funcionários públicos podem conseguir financiamentos com mais facilidade na hora de adquirir a casa própria. — ARQUIVO DNP


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