A Liga de Dor é um grupo de estudos formado no ano passado por estudantes dos cursos de medicina, enfermagem e psicologia da Universidade Estadual de Maringá e do curso de fisioterapia da Cesumar com o objetivo de criar profissionais de saúde mais sensíveis e integrados entre si.

A primeira aula será dada amanhã pelo médico anestesista Orlando Colhado, o único com especialização em dor - uma sub-especialidade da anestesiologia - de Maringá. Segundo Colhado, coordenador da liga, ela funciona como um incentivo ao estudo e serão ministradas aulas sobre várias síndromes, possibilitando aos alunos conhecer suas causas e o melhor tratamento.

No total a liga reúne 45 membros e já existe em outras universidades brasileiras, como a USP, que mantém a experiência há cinco anos. Na UEM a Liga de Dor existe há um ano e foi criada para dar aos alunos maiores conhecimentos na área, tanto do ponto de vista clínico quanto psicológico e, desta forma, melhorar o atendimento ao paciente e poder realizar a melhor intervenção para cada caso.

Um dos fundadores da liga, o estudante de medicina, Marcelo Mariano da Silva, diz que está é a primeira experiência deste tipo no Paraná e que, com a aula de hoje, pretende atrair novos membros. Para Silva, o motivo principal da criação da liga foi que cerca de 80% das pessoas que procuram atendimento médico se queixam de dor. ?Muitas vezes o profissional de saúde deixa de trabalhar com o paciente e cuidar da origem desta dor, tratando-a com medicamentos?.

Uma estimativa da própria liga aponta que os gastos com analgésicos em Maringá chegam a R$12 milhões por ano. ?Este valor seria reduzido com uma melhor orientação e mais atenção ao paciente?, disse o estudante. Para ele os profissionais de saúde tem que interagir e discutir com o paciente as causas e os possíveis tratamentos para a sua dor. Fábio Massalli
 

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