A proposta da Câmara de Maringá, de aumentar de 15 para 23 o número de vereadores na próxima legislativa vai representar gasto extra de R$ 7,1 milhões ao ano. O cálculo é do Observatório Social de Maringá (OSM), entidade que acompanha as ações do Executivo e Legislativo.

A quantia leva em consideração os subsídios dos vereadores, os salários de assessores e chefes de gabinete e as despesas de custeio da Casa, como tarifas de água, luz, telefone, gasto com combustíveis, passagens e material de expediente. Os R$ 7,1 milhões apresentados, nesta segunda-feira (6), pelo Observatório é duas vezes maior do que a projeção feita pela Câmara, que afirma que serão gastos R$ 3 milhões a mais por ano com 23 vereadores.

Essa diferença existe, segundo o observatório, porque o tipo de cálculo usado para as projeções é diferente. "A Câmara está levando em consideração só alguns custos, como o dos subsídios dos vereadores, mas quando você aumento o número de vereadores, não serão apenas os salários que serão incrementados", explica Carlos Anselmo, voluntário da entidade.

O presidente da Casa, Chico Caiana (PTB), diz que o valor do OSM é desproporcional. "Está totalmente fora do contexto, não é real." Ele criticou a forma independente do observatório ao tratar sobre o assunto. "Eles apresentaram esse valor, mas não têm acesso à contabilidade da Câmara. Eles deveriam ter nos procurado porque sempre estamos abertos a ouvir os segmentos e dar todas as informações."

Segundo o observatório, caso o número de parlamentares suba para 23, as despesas totais do Legislativo vão passar de R$ 13.387.885,92 (gastos ano passado) para R$ 20.528.091,74; aumento de 53%. "Isso vai na contramão da realidade nacional, política, econômica e da vontade popular."

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