A proposta de autonomia universitária, apresentada em assembleia na manhã desta quinta-feira (19), sugere o repasse anual de 2% da receita tributária líquida do Governo do Estado à Universidade Estadual de Maringá (UEM). O porcentual representa, em valores atuais, R$ 523 milhões para investimentos e custeio de despesas e da folha de pagamento dos câmpus sede e regionais, que atendem 23 mil alunos.

"O estudo aponta que este valor atenderia as necessidades e anseios da universidade. E o mais importante, garantiria estabilidade ao sistema, algo que não acontece hoje já que a política de repasse de recursos às instituições muda a cada governo", explica o professor Osvaldo Germano do Rocio, presidente do grupo de trabalho responsável pela elaboração da proposta de autonomia da UEM.

O cálculo de 2% da receita, ressalta o professor Rocio, não inclui os gastos com passíveis trabalhistas e salários dos servidores aposentados e pensionistas, que continuariam sob a responsabilidade do governo.

O grupo de trabalho – criado em maio deste ano e formado por 18 pessoas – tem prazo até o próximo dia 14 de dezembro para concluir o relatório e enviá-lo para apreciação do Conselho Universitário (COU) e, depois, ao Governo do Estado.

"Faremos alguns ajustes na proposta a partir das considerações apresentadas na assembleia antes de encaminhá-la para o conselho", diz Rocio, acrescentando que uma nova assembleia está agendada para esta noite, às 19h30, no Restaurante Universitário (RU) da instituição.

João Cláudio Fragoso
Assembleia esta manhã reuniu servidores e alunos no RU da UEM

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